Fotos. Vontade de comer paçoca. Saudade, saudade, saudade! Enem no mês que vem. Deus, o que eu faço agora? Confio em Ti. Pensamentos. Preciso ler aquele livro da Jane Austen. E Dom Casmurro. E Vidas Secas. Ah, eu queria ler tudo! Canetinhas. Giz de cera. Folhas e mais folhas. Posso colorir agora? Vontade de voar. Alô, Mãe? Compra um par de asas pra mim? Por favor, por favor, eu juro que não vou muito longe, aliás, não não juro não... Mas eu juro que volto! Pode? Diz que sim. Unhas vermelhas. Fim de ano. Ilustrações do Stephen Michael King. Ligações por fazer. Cheiro de cabelo recém lavado. Saudade, saudade, saudade!
Saudade. E vai ver que é isso mesmo.
PS¹: Li o significado da palavra no dicionário pra saber se alguém já sentiu do mesmo jeito.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Brainstorming
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Guardando
Já tinha dito anteriormente que mudaria o meu quem sou eu do blog, mas como o blog estava abandonado (confesso), só vou mudar agora.
E gostaria de guardar o meu antigo quem sou eu aqui nos arquivos, posso? ahaha
Vocês não se importam, tenho certeza!
E gostaria de guardar o meu antigo quem sou eu aqui nos arquivos, posso? ahaha
Vocês não se importam, tenho certeza!
- Mariana Melo, 16 anos, de segunda à sexta mora com o pai em SP, e aos finais de semana com a mãe em Embu das Artes. Acredita e confia muito em Deus. É apaixonada por palavras, lê muito, devora cada letra que pode. É atriz, ou pretendia ser. Gosta de andar de busão, onde na maioria das vezes pensa muito sobre a vida, e sobre as pessoas que estão dentro do busão. Preza muito a amizade verdadeira, e tem muitos amigos. Dá um valor danado pros sentimentos, é sensível ao extremo. Pretende ser poliglota. Faz trabalho voluntário, dando rodas de leitura para crianças. Odeia Física, Química, e Matemática. Gosta de silêncio, mas na maior parte do tempo não cala a boca. Gosta de crianças. Gosta de cores. Nunca consegue jogar fora caixas. Odeia maquiagem. Algumas pessoas dizem que ela é estranha, mas na verdade ela é só uma pessoa feliz.
Vamos as considerações sobre o antigo quem sou eu: Não odeio física, química e matemática, isso passou, agora entendo que são matérias necessárias.
Aprendi a jogar caixas fora, UPAS!
E adivinhem, só? Agora eu amo maquiagem, se podemos nos tornar mais bonitos, por que não?
PS¹: Gente as postagens estão indo em branco porque o blog tá louco, eu ainda continuo colorindo todas elas, mas acho que o blog resolveu protestar, porque ando meio ausente rs.
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sábado, 6 de novembro de 2010
Liberdade
- Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa por quê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende.
Clarice Lispector
PS¹: Quero calar. Só para que você possa ouvir o silêncio que um trecho desses causa na mente.
- Presa por quê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende.
Clarice Lispector
PS¹: Quero calar. Só para que você possa ouvir o silêncio que um trecho desses causa na mente.
sábado, 30 de outubro de 2010
Metamorfoseando
Meu cabelo serve como linha do tempo (e das fases) da minha adolescência, cortei, pintei, deixei crescer, prendi, fiz franja, prendi franja, repiquei, cortei sozinha, fiz loucuras, simultaneamente e sucessivamente. Eu gosto de experimentar, porque quando tiver com uns 25 já saberei o que fica melhor.
Mudei tanto, e ainda estou mudando, somos todos assim, né? Seres inacabados.
E quando pensamos que somos, não somos mais.
Estava lendo o meu quem sou eu do blog, e muita coisa deixou de ser válida, eu gosto de matemática, aprendi a gostar de make-up, e parei de guardar caixas.
Seria legal se toda semana tivéssemos que escrever um Quem sou eu que ficasse guardado para sempre. Eu riria muito de tempos em tempos.
Quando eu tinha 14 anos e as pessoas diziam: Você mudou tanto!, eu ficava muito brava e dizia: Não mudei, ainda sou a mesma, isso é coisa da sua cabeça. Como se fosse vergonha mudar... É tão bom mudar.
Mude, metamorfoseie, experimente o novo, se assuste, mas mude.
Não necessariamente você precisa se mudar, você pode mudar algo externo, como o caminho, o penteado, a rotina, e aí quando perceber: PLIM! Você vai ter mudado, porque mudanças externas geram mudanças internas.
Ch ch ch change!
PS¹: Demorei, mas postei!
PS²: Em breve, um novo Quem sou eu.
PS³: Quando tinha 14 anos eu fazia parte de uma comunidade que hoje não tem nada a ver comigo: Sou previsível (23182387368213 membros).
Beijo do Pato :*
Mudei tanto, e ainda estou mudando, somos todos assim, né? Seres inacabados.
E quando pensamos que somos, não somos mais.
Estava lendo o meu quem sou eu do blog, e muita coisa deixou de ser válida, eu gosto de matemática, aprendi a gostar de make-up, e parei de guardar caixas.
Seria legal se toda semana tivéssemos que escrever um Quem sou eu que ficasse guardado para sempre. Eu riria muito de tempos em tempos.
Quando eu tinha 14 anos e as pessoas diziam: Você mudou tanto!, eu ficava muito brava e dizia: Não mudei, ainda sou a mesma, isso é coisa da sua cabeça. Como se fosse vergonha mudar... É tão bom mudar.
Mude, metamorfoseie, experimente o novo, se assuste, mas mude.
Não necessariamente você precisa se mudar, você pode mudar algo externo, como o caminho, o penteado, a rotina, e aí quando perceber: PLIM! Você vai ter mudado, porque mudanças externas geram mudanças internas.
Ch ch ch change!
PS¹: Demorei, mas postei!
PS²: Em breve, um novo Quem sou eu.
PS³: Quando tinha 14 anos eu fazia parte de uma comunidade que hoje não tem nada a ver comigo: Sou previsível (23182387368213 membros).
Beijo do Pato :*
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Simples assim
Tenho um hábito que está ficando cada vez mais intenso: Observar as coisas simples da vida.
Hoje fui ao mercado com a Juju (Minha prima de 6 anos), e foi tão divertido. O engraçado é que para ter esse momento de alegria eu não precisei de muito dinheiro, nem de uma alta capacidade intelectual, e etc. Crianças geralmente me trazem essa sensação de "Eu-seria-feliz-pra-sempre-se-morasse-num-parquinho".
Estão ficando cada vez mais frequentes as cenas em que me pego sorrindo por dentro, em casa, no trabalho, na escola, no busão, ou até mesmo sozinha na rua. Outro dia senti meu coração quentinho porque vi uma flor amarela.
Em 1950 iniciou-se um consumismo desenfreado, e o mais curioso é que as pesquisas revelam que desde então a auto-estima das pessoas está cada vez mais baixa, e os níveis de felicidade também. Hoje em dia é muito comum ver pessoas colocando suas expectativas de felicidade em coisas que podem ser compradas, quando na verdade é o simples e incomprável que traz a mesma.
Felicidade está muito mais ligada a abrir os olhos para o que é bom e feliz, do que a esperar que alguém te faça feliz, ou que uma situação o faça. Os olhos são as janelas da alma, mas tudo depende também da forma como você "enxerga o que vê".
Ser feliz é bom, ter olhos abertos para coisas boas também, e pessoas que proporcionam isso por perto: Melhor ainda.
Ufa! Precisava escrever tudo isso, fiquei inspirada vendo a pequena Juju com um óculos roxo tomando um sorvete azul.
"Seria legal se você pintasse a sua unha dessa cor, né?"
Caramba, como ela cresceu.
Coisas simples recentes: Júlia aprendeu a andar de bicicleta, ontem tomei banho de chuva, hoje passei a manhã "de boa" com meus amigos, comi doces ouvindo músicas engraçadas com o pessoal do trabalho, mandei emoldurar um azulejo da cozinha da minha vó, fiquei sentindo o cheiro do shampoo no meu cabelo [...]
PS¹: A cozinha da casa da minha vó está sendo reformada para que as pessoas não fiquem lembrando tanto dela quando entram lá, acabou acontecendo algo engraçado rs, fiquei tentando juntar os azulejos pra que eles virassem um inteiro.
O pedreiro (que é colecionador de azulejos bonitos) vendo isso, se comoveu e resolveu me dar o único azulejo que sobrou inteiro. Mandei emoldurar e semana que vem estará na parede da minha casa.
PS²: Meta do ano: Parar de ser autoritária.
Hoje fui ao mercado com a Juju (Minha prima de 6 anos), e foi tão divertido. O engraçado é que para ter esse momento de alegria eu não precisei de muito dinheiro, nem de uma alta capacidade intelectual, e etc. Crianças geralmente me trazem essa sensação de "Eu-seria-feliz-pra-sempre-se-morasse-num-parquinho".
Estão ficando cada vez mais frequentes as cenas em que me pego sorrindo por dentro, em casa, no trabalho, na escola, no busão, ou até mesmo sozinha na rua. Outro dia senti meu coração quentinho porque vi uma flor amarela.
Em 1950 iniciou-se um consumismo desenfreado, e o mais curioso é que as pesquisas revelam que desde então a auto-estima das pessoas está cada vez mais baixa, e os níveis de felicidade também. Hoje em dia é muito comum ver pessoas colocando suas expectativas de felicidade em coisas que podem ser compradas, quando na verdade é o simples e incomprável que traz a mesma.
Felicidade está muito mais ligada a abrir os olhos para o que é bom e feliz, do que a esperar que alguém te faça feliz, ou que uma situação o faça. Os olhos são as janelas da alma, mas tudo depende também da forma como você "enxerga o que vê".
Ser feliz é bom, ter olhos abertos para coisas boas também, e pessoas que proporcionam isso por perto: Melhor ainda.
Ufa! Precisava escrever tudo isso, fiquei inspirada vendo a pequena Juju com um óculos roxo tomando um sorvete azul.
"Seria legal se você pintasse a sua unha dessa cor, né?"
Caramba, como ela cresceu.
Coisas simples recentes: Júlia aprendeu a andar de bicicleta, ontem tomei banho de chuva, hoje passei a manhã "de boa" com meus amigos, comi doces ouvindo músicas engraçadas com o pessoal do trabalho, mandei emoldurar um azulejo da cozinha da minha vó, fiquei sentindo o cheiro do shampoo no meu cabelo [...]
PS¹: A cozinha da casa da minha vó está sendo reformada para que as pessoas não fiquem lembrando tanto dela quando entram lá, acabou acontecendo algo engraçado rs, fiquei tentando juntar os azulejos pra que eles virassem um inteiro.
O pedreiro (que é colecionador de azulejos bonitos) vendo isso, se comoveu e resolveu me dar o único azulejo que sobrou inteiro. Mandei emoldurar e semana que vem estará na parede da minha casa.
PS²: Meta do ano: Parar de ser autoritária.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
ir e vir, ou apenas ficar.
"Você se lembra daquela época? Como o tempo passou, todo mundo mudou tanto! Nós até nos separamos!", meu amigo disse a respeito do passado, e sobre como nossa turma (antigo grupinho pré-adolescente) se separou.
Como se não fosse o suficiente, ontem jantei com os meus pais, já fazia tanto tempo que não jantava com os dois juntos, que fiquei parecendo criança no playground.
Os dois são separados há quase três anos, isso nunca me importou muito, para mim é indiferente quase não paro em casa, mas que ontem bateu saudade, bateu.
Para não perder o costume, meu cérebro fez questão de trazer a tona sentimentos e situações já esquecidos, não sobre meus pais, sobre idas e vindas da vida.
"Cause you know the way I feel, all the way, all the way, no..."
E quantas vezes a vida vai mudar tanto?
A vida é uma montanha russa, inconstante, sem caminho certo, ela não passa por loopings, ela é o looping.
Parece-me que todos estão indo e vindo, e eu fico. No entanto, sei também que devo ter ido e vindo da vida das pessoas, e elas também se sentem paradas.
Enquanto escrevo isso, penso:
"Não quero crescer e ser como os adultos, que acham que para "serem grandes" precisam parar de usar giz de cera"
Ao contrário das pessoas e das canetas BIC, os giz de cera não te abandonam, eles continuam no seu potinho, esperando para colorir a vida com você!
PS¹: Tô tão sentimental esses dias!
PS²: Teve acampamento da igreja esse fds. Deus me surpreendeu, MUITO! Ele é fiel ♥
PS³: Pensei muito nisso ultimamente, e decidi que não serei uma adulta como as outras. Quero brincar de amarelinha, desenhar com giz de cera, soprar bolhas de sabão, assistir desenho de ponta cabeça no sofá(...) Não que eu vá ser uma criança, mas eu quero dar lugar a essas loucuras de vez em quando. Um exemplo disso é minha mãe, ela é assim, meio doidinha, faz o que dá na cabeça. Me lembro de um dia em que ela me implorou para tomar banho de chuva, foi muito divertido, ficamos correndo feito loucas, e cantando enquanto dançavamos loucamente como se não houvesse amanhã.
PS4: Canetas BIC e pessoas estão sempre migrando. Ir e vir é com eles mesmo!
PS5: Esqueci o nome da música que citei no post, depois eu falo o nome!
Beijo do Pato :*
Como se não fosse o suficiente, ontem jantei com os meus pais, já fazia tanto tempo que não jantava com os dois juntos, que fiquei parecendo criança no playground.
Os dois são separados há quase três anos, isso nunca me importou muito, para mim é indiferente quase não paro em casa, mas que ontem bateu saudade, bateu.
Para não perder o costume, meu cérebro fez questão de trazer a tona sentimentos e situações já esquecidos, não sobre meus pais, sobre idas e vindas da vida.
"Cause you know the way I feel, all the way, all the way, no..."
E quantas vezes a vida vai mudar tanto?
A vida é uma montanha russa, inconstante, sem caminho certo, ela não passa por loopings, ela é o looping.
Parece-me que todos estão indo e vindo, e eu fico. No entanto, sei também que devo ter ido e vindo da vida das pessoas, e elas também se sentem paradas.
Enquanto escrevo isso, penso:
"Não quero crescer e ser como os adultos, que acham que para "serem grandes" precisam parar de usar giz de cera"
Ao contrário das pessoas e das canetas BIC, os giz de cera não te abandonam, eles continuam no seu potinho, esperando para colorir a vida com você!
PS¹: Tô tão sentimental esses dias!
PS²: Teve acampamento da igreja esse fds. Deus me surpreendeu, MUITO! Ele é fiel ♥
PS³: Pensei muito nisso ultimamente, e decidi que não serei uma adulta como as outras. Quero brincar de amarelinha, desenhar com giz de cera, soprar bolhas de sabão, assistir desenho de ponta cabeça no sofá(...) Não que eu vá ser uma criança, mas eu quero dar lugar a essas loucuras de vez em quando. Um exemplo disso é minha mãe, ela é assim, meio doidinha, faz o que dá na cabeça. Me lembro de um dia em que ela me implorou para tomar banho de chuva, foi muito divertido, ficamos correndo feito loucas, e cantando enquanto dançavamos loucamente como se não houvesse amanhã.
PS4: Canetas BIC e pessoas estão sempre migrando. Ir e vir é com eles mesmo!
PS5: Esqueci o nome da música que citei no post, depois eu falo o nome!
Beijo do Pato :*
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
So Sally can't wait, she knows it's too late.
Luzes, música alta, pessoas conversando ao nosso redor, meu celular tocava, mas eu não conseguia ouvir. Você olhou para mim e disse alguma coisa:
- O quê? - eu gritava me esforçando para ouvir minha própria voz.
Você me respondeu algo, mas eu não entendi, me explicou fazendo um coração com as mãos.
Um espelho pixado na frente do banheiro. Foi essa a única foto que eu guardei daquele dia.
E aquela banda embalava algo que já tinha terminado, mas nós não sabíamos.
Cause you ain't ever gonna burn my heart out.
A Sally não pode esperar, ao contrário do que a música disse.
PS¹: Essa música sempre vai ser parte desse dia. (Oasis-Don't look back in anger)
PS²: Gente, tô tão feliz, acho que vou para a Argentina.
PS³: Sei que tô sumida, mas prometo que voltarei.
Bye Bye
- O quê? - eu gritava me esforçando para ouvir minha própria voz.
Você me respondeu algo, mas eu não entendi, me explicou fazendo um coração com as mãos.
Um espelho pixado na frente do banheiro. Foi essa a única foto que eu guardei daquele dia.
E aquela banda embalava algo que já tinha terminado, mas nós não sabíamos.
Cause you ain't ever gonna burn my heart out.
A Sally não pode esperar, ao contrário do que a música disse.
PS¹: Essa música sempre vai ser parte desse dia. (Oasis-Don't look back in anger)
PS²: Gente, tô tão feliz, acho que vou para a Argentina.
PS³: Sei que tô sumida, mas prometo que voltarei.
Bye Bye
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terça-feira, 25 de maio de 2010
HAPPY BIRTHDAY
Espero que elas cheguem, domingo frio, porém ensolarado. Assisto um daqueles programas idiotas de domingo a tarde, mas isso não diminui a minha ansiedade. O telefone toca:
- Alô? Oi Mare, então, não vou mais, nem a Dé. Desculpa tá? Ah, é porque tenho um churras do trabalho pra ir... - pergunto sobre a Dé, mas não ouço a resposta, a ligação está péssima - Então tá, um beijo, tchau, te amo.
Sento no sofá e digo:
- Mãe, elas não vêm almoçar... Acho que só a Amandinha e a Marih virão.
Assisto mais um pouco, enquanto me sinto triste, poxa vida, elas me deixaram.
- Alô? Siiim, siiim Marih, estou descendo, não não vou demorar para abrir o portão, ai meu Deus, tô indo Marih, um beijo.
Fiquei feliz, e desci com a chave, desci sorridente, ela e a Amandinha tinham chegado...
Então quando eu disse oi, ela disse:
- Pessoal, pode aparecer!
" Deve ser a Dé, e a Nêssa " - pensei comigo.
Estava certa, mas não eram só as duas. Elas estavam acompanhadas por umas 20 e poucas pessoas, que começaram a cantar parabéns pra mim no meio da rua. E eu? Eu chorei... Aliás, isso foi o que mais fiz, encostei a cabeça no muro e comecei a chorar enquanto sorria. E dizia:
- Não acredito que vocês fizeram isso comigo!
E eles foram entrando, enquanto ainda cantavam, na minha opinião, até a vizinha se emocionou com essa cena.
Quando entrei em casa, eles já haviam arrumado todas as coisas que trouxeram sobre a mesa, tava tudo muito lindo, muito caprichado.
E eu? Eu chorei.
E isso foi até engraçado, porque é estranho uma pessoa ser tão sensível quanto eu. Mas era demais para mim, ver tanta gente que eu amo, se esforçando tanto por minha causa, alguns passaram até a madrugada fazendo os docinhos.
Acho que nunca terei palavras para explicar o quanto foi mágico para mim, estar com aquelas pessoas naquele dia, rindo, cantando, tocando violão, falando sobre Deus, falando sobre amizade, comendo, e me sujando de bolo (Essa parte a gente deleta porque eu fiquei com a cara totalmente coberta de bolo).
Obrigada, eu amo vocês!
• Uma Breve Cena •
Me olho no espelho, tenho por volta de sete anos, e fico olhando cada traço do meu rosto, imagino que gostaria de ter dezesseis. Queria crescer. A vida com dezesseis parecia perfeita, e realmente, eu tinha razão.
PS¹: Meu aniversário foi perfeito!
PS²: Aaaaai como eu tô doente, meu Deus! Benegrip mode on, tô de cama, fazendo inalação e sendo mimada (hahaha essa semana to aproveitando).
PS³: É incrível minha sorte, sou muito abençoada, tenho os melhores amigos do mundo!
Espero que elas cheguem, domingo frio, porém ensolarado. Assisto um daqueles programas idiotas de domingo a tarde, mas isso não diminui a minha ansiedade. O telefone toca:
- Alô? Oi Mare, então, não vou mais, nem a Dé. Desculpa tá? Ah, é porque tenho um churras do trabalho pra ir... - pergunto sobre a Dé, mas não ouço a resposta, a ligação está péssima - Então tá, um beijo, tchau, te amo.
Sento no sofá e digo:
- Mãe, elas não vêm almoçar... Acho que só a Amandinha e a Marih virão.
Assisto mais um pouco, enquanto me sinto triste, poxa vida, elas me deixaram.
- Alô? Siiim, siiim Marih, estou descendo, não não vou demorar para abrir o portão, ai meu Deus, tô indo Marih, um beijo.
Fiquei feliz, e desci com a chave, desci sorridente, ela e a Amandinha tinham chegado...
Então quando eu disse oi, ela disse:
- Pessoal, pode aparecer!
" Deve ser a Dé, e a Nêssa " - pensei comigo.
Estava certa, mas não eram só as duas. Elas estavam acompanhadas por umas 20 e poucas pessoas, que começaram a cantar parabéns pra mim no meio da rua. E eu? Eu chorei... Aliás, isso foi o que mais fiz, encostei a cabeça no muro e comecei a chorar enquanto sorria. E dizia:
- Não acredito que vocês fizeram isso comigo!
E eles foram entrando, enquanto ainda cantavam, na minha opinião, até a vizinha se emocionou com essa cena.
Quando entrei em casa, eles já haviam arrumado todas as coisas que trouxeram sobre a mesa, tava tudo muito lindo, muito caprichado.
E eu? Eu chorei.
E isso foi até engraçado, porque é estranho uma pessoa ser tão sensível quanto eu. Mas era demais para mim, ver tanta gente que eu amo, se esforçando tanto por minha causa, alguns passaram até a madrugada fazendo os docinhos.
Acho que nunca terei palavras para explicar o quanto foi mágico para mim, estar com aquelas pessoas naquele dia, rindo, cantando, tocando violão, falando sobre Deus, falando sobre amizade, comendo, e me sujando de bolo (Essa parte a gente deleta porque eu fiquei com a cara totalmente coberta de bolo).
Obrigada, eu amo vocês!
• Uma Breve Cena •
Me olho no espelho, tenho por volta de sete anos, e fico olhando cada traço do meu rosto, imagino que gostaria de ter dezesseis. Queria crescer. A vida com dezesseis parecia perfeita, e realmente, eu tinha razão.
PS¹: Meu aniversário foi perfeito!
PS²: Aaaaai como eu tô doente, meu Deus! Benegrip mode on, tô de cama, fazendo inalação e sendo mimada (hahaha essa semana to aproveitando).
PS³: É incrível minha sorte, sou muito abençoada, tenho os melhores amigos do mundo!
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terça-feira, 18 de maio de 2010
Almost sixteen!
Tenho quase dezesseis, e já sei o que quero pelos próximos trinta anos.
Tenho quase dezesseis, mas não sei o que vou fazer amanhã.
É difícil esse meio-termo, o não-saber sabendo, fico me perguntando se quando eu tiver vinte e seis ainda terei essa ansiedade, essa vontade de tomar a vida toda num gole só.
Estava lendo o I Was Just Talking With Myself, e fiquei lendo e relendo um texto que eu escrevi há uns dias atrás, tem uma parte que eu gosto muito, que diz assim: "Tenho quase dezesseis, e minha vida me espera". Ah, essa minha adolescência que não acaba logo!
Eu estava pensando em postar sobre esperança, que é uma coisa que me fascina muito, mas aí aconteceu de eu ler o TWM (Sigla que usarei agora para citar o caderno I Was Just Talking With Myself), e eu percebi que tem uma relação entre os dois...
Fico pensando que talvez seja um defeito meu, ter tanta esperança nas coisas. Mas por outro lado, vejo que isso é bom, pois sempre sonho alto.
A propósito, eu não gosto de pessoas que sonham baixo. A vida é tão incrível, tem tantas possibilidades, e as pessoas se contentam em sonhar com o possível. Poxa vida...
Você já pensou em tudo isso? Nos sonhos? Na esperança? Em como a vida te torna capaz de fazer qualquer coisa?
Você já sentiu o sangue correr em suas veias como se fosse sair do corpo a qualquer momento? Já sentiu que estava no lugar certo, na hora certa? Já chorou por algo idiota e depois deu risada?
Você já tomou banho de chuva sozinho? Já pegou um papel e escreveu a sua vida inteira, e dois minutos depois percebeu que não queria nada daquilo?
Já observou alguém ir embora depois de te dizer "Te vejo na segunda, depois da aula", e teve certeza de que iria rever a pessoa, mas na terça se deu conta de que talvez aquela segunda-feira nunca chegasse, pois vocês só voltariam a se ver dali a um mês, num sábado a noite, dentro do busão, por acaso. Acaso, quem sabe?
Já olhou para o céu, e pensou se por acaso do outro lado do mundo aquela pessoa estaria olhando para as mesmas estrelas?
Já se sentiu impossibilitado de impedir que sua vida acontecesse, pois ontem você comia morango com leite condensado enquanto assistia Dragon Ball Z, e amanhã é o seu vestibular.
Por acaso, já se perguntou o que devia fazer, já que todas as pessoas continuavam indo embora, e você, aqui?
Em algum momento, sentou, olhou para frente, e sorriu, sem nem ao menos saber por quê?
Você já sentiu como se em algum lugar do mundo, a sua vida te esperasse?
Você já sentiu como se as cordas daquele violão simplesmente esperassem pelo toque dos seus dedos, para chorar a melodia daquele momento?
Já tentou guardar em suas narinas o cheiro de alguém (eternamente)?
Sentou embaixo de uma árvore de flores amarelas, e ficou observando as flores caindo?
Já tentou expressar coisas que não existem?
Já fez careta para a pessoa do carro ao lado?
Já deu risada até sentir que o abdômen estava ficando malhado? (rs)
Já se trancou no quarto, e deu uma de rebelde não compreendido, e ficou chorando, pois sua mãe não queria te deixar sair?
Já pensou que estava perdido?
Já caiu de bicicleta?
Já ouviu uma música e se transportou para outra atmosfera?
Já sentiu que queria abraçar o mundo, e viver as aventuras mais incríveis que ele tinha a oferecer?
Eu já, and I am almost sixteen.
Fico me perguntando o que eu ainda viverei, como chamarei meus filhos, em que empresa trabalharei, aliás terei filhos? Terei rugas? Meu cabelo será channel?
Não sei. Mas eu amo as possibilidades.
E talvez um dia, eu veja essa folha já meio amarelada e diga: "Eu tinha quase dezesseis, e estava certa", e após dizer isso, olharei pela janela, e concluirei: "Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim, a vida já não me espera mais, porque estou aqui".
(I Was Just Talking With Myself)
PS: Anônimo, depois do seu último comentário, me senti na obrigação de escrever um texto hihi
PS¹: Sei que é totalmente desconexa a ideia de que a vida está me esperando em algum lugar, mas as vezes sinto que preciso muito crescer, ser adulta, ter um emprego, e tudo o que eu sempre sonhei... Parece sonhar baixo 'Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim', mas a intensidade com que eu terei tudo isso será incrível. Na maior parte do tempo digo para mim mesma que me recuso a não ter o emprego que eu quero, a família que eu quero, tudo do jeito que eu quero, e eu não desistirei.
PS²: Mariana, quando pequena, adorava comer morango com leite condensado, e assistir Dragon Ball Z, e hoje, se dá conta de que o vestibular está chegando.
PS³: A adolescência é mesmo muito estranha, né? rs
PS4: ÊÊÊÊBA! Semana que vem começo a trabalhar numa área que tá relacionada ao que eu quero (Relações Públicas).
PS5: Esses dias estava me lembrando como eu planejava ser com dezesseis anos, é engraçado lembrar de como me olhava no espelho, e imaginava tudo isso... Eu era tão pequenininha!
PS6: Vou passar a dizer o que ouvia enquanto escrevia cada post, esse post foi regado a: http://www.myspace.com/noahandthewhale
Bye Bye!
Tenho quase dezesseis, e já sei o que quero pelos próximos trinta anos.
Tenho quase dezesseis, mas não sei o que vou fazer amanhã.
É difícil esse meio-termo, o não-saber sabendo, fico me perguntando se quando eu tiver vinte e seis ainda terei essa ansiedade, essa vontade de tomar a vida toda num gole só.
Estava lendo o I Was Just Talking With Myself, e fiquei lendo e relendo um texto que eu escrevi há uns dias atrás, tem uma parte que eu gosto muito, que diz assim: "Tenho quase dezesseis, e minha vida me espera". Ah, essa minha adolescência que não acaba logo!
Eu estava pensando em postar sobre esperança, que é uma coisa que me fascina muito, mas aí aconteceu de eu ler o TWM (Sigla que usarei agora para citar o caderno I Was Just Talking With Myself), e eu percebi que tem uma relação entre os dois...
Fico pensando que talvez seja um defeito meu, ter tanta esperança nas coisas. Mas por outro lado, vejo que isso é bom, pois sempre sonho alto.
A propósito, eu não gosto de pessoas que sonham baixo. A vida é tão incrível, tem tantas possibilidades, e as pessoas se contentam em sonhar com o possível. Poxa vida...
Você já pensou em tudo isso? Nos sonhos? Na esperança? Em como a vida te torna capaz de fazer qualquer coisa?
Você já sentiu o sangue correr em suas veias como se fosse sair do corpo a qualquer momento? Já sentiu que estava no lugar certo, na hora certa? Já chorou por algo idiota e depois deu risada?
Você já tomou banho de chuva sozinho? Já pegou um papel e escreveu a sua vida inteira, e dois minutos depois percebeu que não queria nada daquilo?
Já observou alguém ir embora depois de te dizer "Te vejo na segunda, depois da aula", e teve certeza de que iria rever a pessoa, mas na terça se deu conta de que talvez aquela segunda-feira nunca chegasse, pois vocês só voltariam a se ver dali a um mês, num sábado a noite, dentro do busão, por acaso. Acaso, quem sabe?
Já olhou para o céu, e pensou se por acaso do outro lado do mundo aquela pessoa estaria olhando para as mesmas estrelas?
Já se sentiu impossibilitado de impedir que sua vida acontecesse, pois ontem você comia morango com leite condensado enquanto assistia Dragon Ball Z, e amanhã é o seu vestibular.
Por acaso, já se perguntou o que devia fazer, já que todas as pessoas continuavam indo embora, e você, aqui?
Em algum momento, sentou, olhou para frente, e sorriu, sem nem ao menos saber por quê?
Você já sentiu como se em algum lugar do mundo, a sua vida te esperasse?
Você já sentiu como se as cordas daquele violão simplesmente esperassem pelo toque dos seus dedos, para chorar a melodia daquele momento?
Já tentou guardar em suas narinas o cheiro de alguém (eternamente)?
Sentou embaixo de uma árvore de flores amarelas, e ficou observando as flores caindo?
Já tentou expressar coisas que não existem?
Já fez careta para a pessoa do carro ao lado?
Já deu risada até sentir que o abdômen estava ficando malhado? (rs)
Já se trancou no quarto, e deu uma de rebelde não compreendido, e ficou chorando, pois sua mãe não queria te deixar sair?
Já pensou que estava perdido?
Já caiu de bicicleta?
Já ouviu uma música e se transportou para outra atmosfera?
Já sentiu que queria abraçar o mundo, e viver as aventuras mais incríveis que ele tinha a oferecer?
Eu já, and I am almost sixteen.
Fico me perguntando o que eu ainda viverei, como chamarei meus filhos, em que empresa trabalharei, aliás terei filhos? Terei rugas? Meu cabelo será channel?
Não sei. Mas eu amo as possibilidades.
E talvez um dia, eu veja essa folha já meio amarelada e diga: "Eu tinha quase dezesseis, e estava certa", e após dizer isso, olharei pela janela, e concluirei: "Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim, a vida já não me espera mais, porque estou aqui".
(I Was Just Talking With Myself)
PS: Anônimo, depois do seu último comentário, me senti na obrigação de escrever um texto hihi
PS¹: Sei que é totalmente desconexa a ideia de que a vida está me esperando em algum lugar, mas as vezes sinto que preciso muito crescer, ser adulta, ter um emprego, e tudo o que eu sempre sonhei... Parece sonhar baixo 'Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim', mas a intensidade com que eu terei tudo isso será incrível. Na maior parte do tempo digo para mim mesma que me recuso a não ter o emprego que eu quero, a família que eu quero, tudo do jeito que eu quero, e eu não desistirei.
PS²: Mariana, quando pequena, adorava comer morango com leite condensado, e assistir Dragon Ball Z, e hoje, se dá conta de que o vestibular está chegando.
PS³: A adolescência é mesmo muito estranha, né? rs
PS4: ÊÊÊÊBA! Semana que vem começo a trabalhar numa área que tá relacionada ao que eu quero (Relações Públicas).
PS5: Esses dias estava me lembrando como eu planejava ser com dezesseis anos, é engraçado lembrar de como me olhava no espelho, e imaginava tudo isso... Eu era tão pequenininha!
PS6: Vou passar a dizer o que ouvia enquanto escrevia cada post, esse post foi regado a: http://www.myspace.com/noahandthewhale
Bye Bye!
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terça-feira, 4 de maio de 2010


About my BEST friends.
Eu não sei como começar, e para falar a verdade também nem sei como NÓS começamos. Eu chamo de melhores amigas, as meninas que eu mais odiava na escola! :P
Amigas que muitas vezes riram comigo (e riram de mim também hahaha)
Amigas que passaram comigo os momentos mais mágicos da minha vida (e os mais difíceis também)
Amigas, AMIGAS, de verdade!
Hoje, 04-05, brigamos, quase nos matamos, falamos sobre a distância, gritamos, choramos (tá confesso, só eu chorei, porque sou um pato chorão ahahaha), e isso me fez pensar muito na nossa amizade, fiquei pensando que eu tenho sorte, muitas pessoas morrem sem saber o que é isso, essa amizade bonita, essa coisinha terna que é raridade no mundo das pessoas apressadas.
Fiquei pensando no futuro, nos nossos futuros almoços apressados quando tivermos cargos importantes para cuidar, fiquei pensando nos nossos futuros assuntos, como falaremos de nossas vidas, ou de como as crianças estão crescendo rápido, mostraremos as fotos dos pequenos, falaremos sobre promoções no trabalho, sobre maridos que muitas vezes não nos compreendem, e sobre liquidação de sapatos (de salto alto, porque até lá já teremos "crescido"), mas existe um assunto que nunca sairá do nosso repertório: como é bom ter MELHORES AMIGAS.
Mesmo que muitas vezes não te compreendam, ou que deêm risada da sua cara, que façam você chorar feito uma idiota na aula de biologia, que não queiram passar o intervalo num lugar silencioso em vez de ficar no pátio, são as MELHORES AMIGAS, e eu sei disso, porque foram muitas as vezes em que eu molhei suas camisetas com minhas lágrimas de pato chorão, porque foram muitas as vezes em que ficamos juntas rindo dos problemas como se a vida fosse realmente fácil. E é, quando se tem MELHORES AMIGAS.
Saibam, que quando meus filhos olharem nossas fotos, eu direi:
Foi com elas, que eu resolvi dividir minha história e minha juventude, e é com elas que a lembrança de cada traço do meu rosto estará, são elas que me verão envelhecer, e elas saberão, que em cada ruga do meu rosto, tem um pouquinho do tempo que passei com elas, aqueles momentos em que eu sorri tanto, que contribuí para que minha pele ao redor da boca criasse vincos mais rápido, são elas que sabem de todos os meus segredos.
Obrigada D.V.M, e me desculpem por ser meio altista de vez em quando.
(eu ri quando escrevi altista UASHDUAS)
EU AMO VOCÊS!
UMA BREVE CENA:
Mariih: Mare, acorda...
Mariih: Mare, acordaaaa... Já são 5:30AM.
Mare: Mariiiih, pára de ser chata, me deixa dormir, vai...
Déh: Mariana Melo, se você não acordar te acordaremos na maldade,
Mare: Tá bom, tá bom, a Vanessa já acordou?
Déh: Não, vamos acordar ela agora.
Alguns minutos depois, as meninas estavam olhando o sol nascer, rindo de alguma coisa que não fazia sentido (nada faz sentido de madrugada, quando você não conseguiu dormir nem 30min), falando sobre ter melhores amigas, enfim, estavam compartilhando seus 'universos' umas com as outras.
Aquela foto seria a mais incrível, a mais linda, a que tem mais conteúdo. E naquele dia, o sol não nasceu apenas no céu, o sol nasceu dentro de mim!
PS¹: Eu não sou altista, poxa!
PS²: A foto do sol nascendo é a segunda (óbvio), e esse foi o aniversário mais marcante que eu tive, foi muito meigo passar a madrugada inteira conversando com elas, lendo cartas antigas, vendo fotos, descendo a escada sentada num colchão (haha, confesso que morri de medo!), enfim, cada momento com elas é um momento marcante.
PS³: Heeeey Amandinha, pensou que eu ia me esquecer de você, né? Saiba que você também é uma das melhores amigas as quais me refiro, é que não tenho nenhuma foto com você, aí não deu para por no post, mas saiba que é de extrema importância ter você como abêia amiga (manolo friends).
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terça-feira, 27 de abril de 2010
InvisibleO homem estava ali, vendendo suas balas, em um ponto de ônibus, se esforçava mas o suor que lhe escorria pelo rosto, nada valia. A mão, fazia um movimento de ir e vir continuamente, balançando os pacotinhos de bala tentando despertar o interesse de alguém, mas o movimento, e o esforço, de nada valiam. A voz, baixa e cansada, dizia coisas estranhas, loucuras talvez, mas as cordas vocais daquele homem, não valiam nada para aquela gente. Era só mais um homem invisível... Só mais um homem invisível.
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

- Joely?
- Sim, Tangerine?
- Eu sou feia? Quando criança eu me achava feia... Não acredito que estou chorando... Às vezes acho que as pessoas não entendem a solidão de ser criança, como se você não fosse importante. Eu tinha oito anos e tinha esses brinquedos, essas bonecas... A minha preferida eu chamava de Clementine, e eu gritava com ela: "Não pode ser feia, seja bonita!". Estranho como se, caso eu pudesse transformá-la, eu também mudaria, magicamente.
- Você é linda!
- Joely, nunca me deixe.
- Tangerine, você é linda...
- Mierzwiak, por favor, por favor, deixe-me guardar esta lembrança. Só esta...!
Eu adoro esse filme, e essa parte me toca muito... Lembro da minha infância, sabe?
Eu lembro que fantasiava que minha vida seria perfeita, que eu seria rica, moraria num lugar perfeito, seria linda, poderosa, bem-sucedida, teria dois filhos, seria casada, enfim, teria a minha vida supostamente perfeita.
Mas hoje eu sou mais realista, por que preciso de tudo isso para ter a vida perfeita? Tô cansada dessa generalização de felicidade. Então se todo mundo é feliz com isso, eu também tenho que ser?
Maaaas voltando para a infância (Vou deixar essa discussão de felicidade generalizada pela sociedade para o dia em que postar o texto de Trainspotting :P), quando eu era pequena, era tudo tão perfeito *-*
Lembro de coisas mágicas, coisas simples, porém mágicas. Lembro que todas as vezes que minha mãe saía, eu pedia para ela me trazer um presente, e ela sempre comprava um livro. Lembro também, das minhas aventuras com os meus dois primos, coisas bestas como brincar de base militar no quintal. Por incrível que pareça, uma coisa estranha que eu fazia nunca saiu da minha cabeça, eu me lembro de não gostar de bonecas, e nunca tirá-las das caixas, eu gostava de chamar de filhinhas, as coisas que ninguém nunca adotaria. Recordo-me de todas as vezes em que solucei de tanto chorar, porque as coisas não eram como eu queria, e da frase que eu não cansava de repetir quando ficava triste: "Vou dormir, e quando eu acordar vai ter sido um sonho ruim", e nessas situações, minha mãe falava: "Era uma vez..." E os soluços cessavam, e os meus olhinhos ficavam atentos, enxergando um mundo que não existia, criando com perfeição a visão daquelas maravilhosas histórias criadas por quem melhor me entendia.
Existe coisa mais meiga que a infância?
A imaginação, a inocência, o brilho nos olhos *-*
Não, não existe nada mais meigo.
PS: Quando pequena Mare Patinho se sentia feia, e ainda se sente.
PS²: A história de nunca adotar bonecas, e sim coisas estranhas, é realmente verdadeira. Mare Patinho aos 4 anos, adotou 14 pedaços de cenoura, nomeou todos eles (na verdade elas) e os chamou de filhinha.
PS³: Preciso manifestar o quanto estou feliz! Sei lá, tá tudo tão perfeito! Esse friozinho me encanta. E amanhã é dia de Starbucks com a Ferdisinia.
quarta-feira, 31 de março de 2010
It's alright, I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again.
Era aquela maldita música, tocava de forma violenta, sem nenhuma piedade de mim, a ouvinte.
No primeiro momento o espanto, no segundo o encanto, e no terceiro, a tristeza, tudo isso em fração de segundos. Estranho como uma música podia fazer tantas coisas comigo. E essa, em especial, me matava.
Parecia acontecer de novo, toda a história, todos os erros, detalhes que eu sabia que seriam perigosos, e eu me lamentei, me lamentei por ter acordado naquele dia e descoberto essa música... Porque aquela música tão linda, depois de alguns meses se tornaria a trilha sonora dos meus pesadelos.
Fiquei pensando nas lembranças, em todas elas... Pensei que por mais que tentasse fugir de certas lembranças, eu as era em carne e osso. Eu sou todos os dias da minha vida, cada segundo, cada batimento do meu coração, e isso está em mim, na forma como falo, nos meus gestos, e até nas minhas sardas, que nada mais representam do que os dias mais ensolarados da minha infância.
Eu pego as lembranças, e guardo todas elas em uma caixinha, escondo, e sigo em frente, até tocar de novo, outra música, que me lembre quem eu sou, e o que já vivi, e talvez isso seja bom, apesar de serem detalhes perigosos, são detalhes de quem eu sou.
I was just talking with myself.
PS: "I see you, you see me" (The Magic Numbers), é realmente uma música impiedosa para/com a minha pessoa (e, é a música citada no post).
PS²: Quem nunca teve uma música que ao ser tocada, é capaz de gerar sensações incríveis (não só de tristeza, e de morte UHASUDH)?
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again.
Era aquela maldita música, tocava de forma violenta, sem nenhuma piedade de mim, a ouvinte.
No primeiro momento o espanto, no segundo o encanto, e no terceiro, a tristeza, tudo isso em fração de segundos. Estranho como uma música podia fazer tantas coisas comigo. E essa, em especial, me matava.
Parecia acontecer de novo, toda a história, todos os erros, detalhes que eu sabia que seriam perigosos, e eu me lamentei, me lamentei por ter acordado naquele dia e descoberto essa música... Porque aquela música tão linda, depois de alguns meses se tornaria a trilha sonora dos meus pesadelos.
Fiquei pensando nas lembranças, em todas elas... Pensei que por mais que tentasse fugir de certas lembranças, eu as era em carne e osso. Eu sou todos os dias da minha vida, cada segundo, cada batimento do meu coração, e isso está em mim, na forma como falo, nos meus gestos, e até nas minhas sardas, que nada mais representam do que os dias mais ensolarados da minha infância.
Eu pego as lembranças, e guardo todas elas em uma caixinha, escondo, e sigo em frente, até tocar de novo, outra música, que me lembre quem eu sou, e o que já vivi, e talvez isso seja bom, apesar de serem detalhes perigosos, são detalhes de quem eu sou.
I was just talking with myself.
PS: "I see you, you see me" (The Magic Numbers), é realmente uma música impiedosa para/com a minha pessoa (e, é a música citada no post).
PS²: Quem nunca teve uma música que ao ser tocada, é capaz de gerar sensações incríveis (não só de tristeza, e de morte UHASUDH)?
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