Tomar mais água; comer menos gordura trans; ser mais gentil com as pessoas; usar roupas feitas de garrafa pet; passar as roupas com mais frequência; não me atrasar nunca mais; arrumar a minha gaveta de camisetas; usar gel anti-cravos; lembrar de passar filtro solar todos os dias; me machucar menos; machucar menos as pessoas; escrever melhor; escrever mais; desenhar o tempo inteiro; ler Dotoiévsk; ter mais paciência; gostar de matemática; ter 18 anos logo; ser menos sentimental; parar de falar com esse tom de "menininha"; não chorar na frente de quem não merece minhas lágrimas; parar de me preocupar com tudo, porque Ele tá comigo; lembrar de fazer a homework de inglês, e parar de ser palhaça nas aulas rs; dormir mais; fazer um curta; dançar mais; ler o jornal todos os dias; viajar pelo mundo todo em 80 dias; parar de enrolação, e de uma vez por todas começar a escrever meu livro; guardar uma joaninha num potinho de iogurte [...]
Vou tomar água.
PS¹: Vou contar uma coisa idiota: hoje percebi que tenho marcas de expressão ao redor da boca (Resultado de muitos sorrisos), achei cômico.
PS²: Quero postar algo jornalístico ainda essa semana! (Oxi, hoje é domingo, fia! Que isso? Ahahaha) O próximo post será melhor rs, é que hoje eu tava no busão, e fiquei pensando nessas coisas, não que eu queira mudar e fazer tudo isso, mas o ser humano tem dessas, né?
PS³: Estava ouvindo esses fofos antes do post: http://www.myspace.com/heiswe (Gosto tanto da Our july in the rain)
PS4: Quase esqueço de explicar sobre a joaninha, lembrei disso porque quando era pequena sempre separava uma parte importante do meu dia para caçar joaninhas e tatus, e quando os encontrava, os guardava num potinho de iogurte... Parece bobo, mas quando me lembro disso, vejo que o tempo passou tanto, e vejo também que as joaninhas estão em extinção, faz tempo que não vejo uma!
PS5: Vou confessar: sempre que alguém de SP comenta sobre o tempo comigo, sinto vontade de rir. É engraçado, porque agora no inverno o que você mais ouve durante o dia é "Tá frio, né menina?", "Aaaai que frio", "Ouvi dizer que esse final de semana vai esfriar", e por aí vai.
Beijo do Pato :*
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domingo, 15 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Acabo de ler um post da Vanessa, me lembrei de ontem, e queria postar algo sobre amizade. Mas como falar sobre João e Vanessa, se o que sinto é infindável e intraduzível, ninguém leria o blog durante 42 dias e 56 horas...
Então resolvi contar sobre como eles me aguentam:
Sabe aqueles dias em que você acorda com cara de zoombie, e fica muito brava porque precisa fazer um monte de coisas?
(Ai não? Não sabe... Ah que triste, só eu acordo com cara de zoombie)
Eles conseguem transformar um dia desses, num dia divertido!
Desde a hora de pegar busão, até a hora de dizer tchau na volta para casa.
Além disso, aceitam fazer criancices do tipo: "Vamos fingir sermos americanos" no meio da 25th Avenue (Mais conhecida como 25 de março! ahahaha)
Não era para ser um post longo, nem literário. É simples assim, como o amor que eu sinto por vocês. Não sei explicar, mas é tão simples e tão puro, que eu entendo sem fazer esforço ♥
Então resolvi contar sobre como eles me aguentam:
Sabe aqueles dias em que você acorda com cara de zoombie, e fica muito brava porque precisa fazer um monte de coisas?
(Ai não? Não sabe... Ah que triste, só eu acordo com cara de zoombie)
Eles conseguem transformar um dia desses, num dia divertido!
Desde a hora de pegar busão, até a hora de dizer tchau na volta para casa.
Além disso, aceitam fazer criancices do tipo: "Vamos fingir sermos americanos" no meio da 25th Avenue (Mais conhecida como 25 de março! ahahaha)
Não era para ser um post longo, nem literário. É simples assim, como o amor que eu sinto por vocês. Não sei explicar, mas é tão simples e tão puro, que eu entendo sem fazer esforço ♥
quarta-feira, 5 de maio de 2010



Essa é uma das coisas que eu chamo de felicidade ↑
Seg. 03/05, 4:45 PM, saio de casa, é hora de mais uma roda de leitura.
Dou uma passadinha na Fundação antes, e vejo todas aquelas pessoas lindas e interessantes, que sempre têm algo maravilhoso para contar, com um sorriso que nunca sai do rosto. Já na fundação escolho o livro que trabalharei com meus pequenos: "Todo mundo têm amigo".
Chego na escola em que darei roda de leitura, e me preparo, já vou aquecendo o corpo, mexendo os braços, afinal de contas, são MUITOS abraços!
E não dá outra, chego lá e sou super bem recebida, as crianças ficam sorrindo e dando abraços, e é nessa hora, que eu penso: "Eles esperaram por mim!".
Tento trabalhar o livro com eles, mas não é fácil não haha, as crianças têm energia demais para gastar, e enquanto uns lêem, outros conversam, ou correm pela sala. Resolvo parar a atividade então, e prometo para eles que semana que vem, leremos o livro.
A Carol (uma menina linda, inteligente, e amável), diz assim:
- Tia Mare, já que não vamos ler o livro, que tal a gente fazer um desenho paras as nossas mães?
Concordei, e todos se puseram a desenhar, escrevendo coisas lindas para suas mães, mesmo que não soubessem escrever, escreviam, e era isso o que encantava: a SINCERIDADE do sentimento daquelas crianças. Enquanto observava os desenhos, fiquei pensando o quanto ficaria feliz se meu filho chegasse em casa com um papel escrito com letras tortas:
"Mamai, eu t am muinto muinto muinto, voçe e a flo do meu dia, voçe e tudo para mim"
(Um menino escreveu isso para a mãe, com essas palavras, dessa forma *-*)
Contemplar a sinceridade das crianças faz com que qualquer pessoa se sinta bem, eu não consigo entender como as pessoas podem conter os sorrisos ao verem aquelas criaturinhas tão meigas! (Confesso que dá trabalho, que eles correm pela sala, que às vezes não me ouvem, mas ainda assim são encantadores. São crianças, e crianças sempre serão encantadoras).
Eu estava muito feliz só por ter visto o desenho deles, e como eles gostaram e se esforçaram para fazer algo bonito para suas mães, e como se isso não bastasse, quando olhei para o lado o Emanuel estendeu a mão com um papelzinho:
- Não, amor, você tem que levar para a sua mãe - eu disse.
E com a maior naturalidade, ele sorriu e disse:
- Não, esse eu fiz para você.
Eu fiquei sem palavras, tentei abraçá-lo mas ele ficou com vergonha porque os amigos estavam olhando (mas depois me deu um abraço, é claro rs). Quando eu desdobrei o papel tinha um pedido de desculpas pela 'bagunsa' (vejam a imagem), e um coração com uma mini mare desenhada dentro.
Quando dobrei a folha, vi diante dos meus olhos outra mão estendida, com uma folha onde se via um coração, e uma afirmação que jogou minha auto-estima lá em cima: "Mariana, você é bonita", fiquei feliz, porque como vocês sabem, crianças não mentem... :P
Enfim, volto para casa no busão, com um sorriso que ia de orelha a orelha.
E o motivo?
As crianças.
Como são lindas, carinhosas, inteligentes, sinceras, meigas, e tudo de bom. Sabe aqueles ingredientes que o Professor põe na fórmula das Meninas Super-Poderosas? Eu acho que Deus põe isso em todas as crianças, todas as coisas boas!
Enfim, contemple a beleza do sorriso de uma criança (mesmo sem dentes UAHSDU :B), e sorria também!
As pessoas costumam pensar que por ser trabalho voluntário, quem ganha são eles, mas a verdade é outra, eu acabo ganhando muita coisa em troca: amigos, sorrisos, abraços, e muita aprendizagem. Aprendizagem? Sim, é isso o que você leu mesmo, as crianças me ensinam muitas coisas :)
Para terminar, uma frase de uma música que traduz bem como estou pensando e me sentindo ultimamente:
"É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe..."
PS¹: São fofos, né?
PS²: Não é nem 1/3 das coisas boas que têm me acontecido. Estou numa onda de felicidade, e falando nisso, para completar minha felicidade tenho quase certeza que não tirei nota vermelha em nada (Estava com medo das exatas), no fim tudo dá certo mesmo.
PS³: Outra criança que me encantou essa semana (e que me encanta desde que nasceu) foi a Júlia, ontem dançamos loucamente como se não houvesse amanhã. Detalhe, era a música da minha infância (Anna Júlia- Los Hermanos, depois conto a história).
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domingo, 2 de maio de 2010
SORRISOS
Ontem eu estava no busão, voltando do meu trabalho suuuuuper cansada, com vontade de me jogar na minha cama e ficar vendo filmes com minha mamãe, quando de repente, algo me surpreendeu:
Uma moça realmente bonita, olhou para mim e sorriu.
O estranho, é que eu estava com a cara amarrada, estava super feia, e não parecia merecedora de um sorriso.
E aquele sorriso, foi TÃO especial, foi tão natural, tão lindo, que me senti outra pessoa em outra situação.
Não era o tipo de sorriso que se dá para uma estranha, ainda mais para uma estranha estranha, entendem? E eu fiquei tão constrangida por estar com cara feia, que não consegui retribuir, só olhei e dei um sorriso amarelo.
Fiquei pensando como os sorrisos são importantes! Como eles colorem os dias...
Talvez aquela mulher nem fosse tão bonita assim, eu não reparei, o sorriso não deixou.
Ele coloriu aquela cena, e fez com que tudo parecesse mais bonito do que realmente era, então sou suspeita para opinar.
Se o cobrador daquele ônibus fosse leitor do blog, ele diria que eu sou louca, que aquela foi uma cena normal (ele presenciou o sorriso), e que eu estou sensacionalizando total o sorriso.
MAS NÃO, NÃO FOI NORMAL.
Experimente estar se sentindo normal, num dia normal, tudo muito normal, e alguém olha para você e sorri, TADAM, você conseguiu sentir alegria, aposto!
É como ver um lindo arto-íris (com t mesmo, é porque tem 12 cores ps: a Ferdi diria isso), em um dia de inverno que estava aparentemente normal.
Falei falei e não disse nada: Enfim, entendam de uma vez por todas, que um sorriso nunca será só um sorriso!
PS¹: O outro post foi apagado mimimi, só porque as pessoas poderiam supor algumas coisas sobre ele.
PS²: Se você já sorriu para mim, muito obrigada!
PS³: Você já sorriu hoje?
Ontem eu estava no busão, voltando do meu trabalho suuuuuper cansada, com vontade de me jogar na minha cama e ficar vendo filmes com minha mamãe, quando de repente, algo me surpreendeu:
Uma moça realmente bonita, olhou para mim e sorriu.
O estranho, é que eu estava com a cara amarrada, estava super feia, e não parecia merecedora de um sorriso.
E aquele sorriso, foi TÃO especial, foi tão natural, tão lindo, que me senti outra pessoa em outra situação.
Não era o tipo de sorriso que se dá para uma estranha, ainda mais para uma estranha estranha, entendem? E eu fiquei tão constrangida por estar com cara feia, que não consegui retribuir, só olhei e dei um sorriso amarelo.
Fiquei pensando como os sorrisos são importantes! Como eles colorem os dias...
Talvez aquela mulher nem fosse tão bonita assim, eu não reparei, o sorriso não deixou.
Ele coloriu aquela cena, e fez com que tudo parecesse mais bonito do que realmente era, então sou suspeita para opinar.
Se o cobrador daquele ônibus fosse leitor do blog, ele diria que eu sou louca, que aquela foi uma cena normal (ele presenciou o sorriso), e que eu estou sensacionalizando total o sorriso.
MAS NÃO, NÃO FOI NORMAL.
Experimente estar se sentindo normal, num dia normal, tudo muito normal, e alguém olha para você e sorri, TADAM, você conseguiu sentir alegria, aposto!
É como ver um lindo arto-íris (com t mesmo, é porque tem 12 cores ps: a Ferdi diria isso), em um dia de inverno que estava aparentemente normal.
Falei falei e não disse nada: Enfim, entendam de uma vez por todas, que um sorriso nunca será só um sorriso!
PS¹: O outro post foi apagado mimimi, só porque as pessoas poderiam supor algumas coisas sobre ele.
PS²: Se você já sorriu para mim, muito obrigada!
PS³: Você já sorriu hoje?
terça-feira, 27 de abril de 2010
InvisibleO homem estava ali, vendendo suas balas, em um ponto de ônibus, se esforçava mas o suor que lhe escorria pelo rosto, nada valia. A mão, fazia um movimento de ir e vir continuamente, balançando os pacotinhos de bala tentando despertar o interesse de alguém, mas o movimento, e o esforço, de nada valiam. A voz, baixa e cansada, dizia coisas estranhas, loucuras talvez, mas as cordas vocais daquele homem, não valiam nada para aquela gente. Era só mais um homem invisível... Só mais um homem invisível.
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
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