Fotos. Vontade de comer paçoca. Saudade, saudade, saudade! Enem no mês que vem. Deus, o que eu faço agora? Confio em Ti. Pensamentos. Preciso ler aquele livro da Jane Austen. E Dom Casmurro. E Vidas Secas. Ah, eu queria ler tudo! Canetinhas. Giz de cera. Folhas e mais folhas. Posso colorir agora? Vontade de voar. Alô, Mãe? Compra um par de asas pra mim? Por favor, por favor, eu juro que não vou muito longe, aliás, não não juro não... Mas eu juro que volto! Pode? Diz que sim. Unhas vermelhas. Fim de ano. Ilustrações do Stephen Michael King. Ligações por fazer. Cheiro de cabelo recém lavado. Saudade, saudade, saudade!
Saudade. E vai ver que é isso mesmo.
PS¹: Li o significado da palavra no dicionário pra saber se alguém já sentiu do mesmo jeito.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Brainstorming
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domingo, 20 de março de 2011
Times like these
Outono, tempo de se desfazer das folhas secas, simplesmente deixá-las, elas podem fazer parte de outra paisagem.
Tempo de ficar sem armas, sem folhas para te proteger... Mas quanto a mim, ninguém sabe.
Estive olhando minhas folhas, quem eu sou, quem quero ser, que frutos quero produzir, algumas folhas não fazem parte de mim, então vem vento, e leva embora.
Quantas vezes eu fiz isso? Quantas árvores já fui?
Eu precisei deixar de ser eu, para ter outros eus. Mudar, muitas vezes me pareceu rejeitar uma parte do que eu era, mas não mudar era rejeitar o que eu podia ser.
Foi tão doloroso deixar que algumas folhas se fossem, mas por que guardá-las? Por quê?
Eu preciso descobrir, preciso.
Sou uma árvore que pode escolher que tipo de folhas e frutos quer ter, vou aproveitar...
Quero ser o melhor possível, e eu sei como, só preciso escolher a terra certa, e escolher aquilo que vai me regar. Eu já sei que tipo de água eu preciso.
Então vem vento, vem outono, pra eu começar um tempo novo.
Segundo os meteorologistas o outono acabou de começar, agorinha mesmo, há uns 30 minutos. Mas não pra mim.
PS¹: Ressignificando.
Tempo de ficar sem armas, sem folhas para te proteger... Mas quanto a mim, ninguém sabe.
Estive olhando minhas folhas, quem eu sou, quem quero ser, que frutos quero produzir, algumas folhas não fazem parte de mim, então vem vento, e leva embora.
Quantas vezes eu fiz isso? Quantas árvores já fui?
Eu precisei deixar de ser eu, para ter outros eus. Mudar, muitas vezes me pareceu rejeitar uma parte do que eu era, mas não mudar era rejeitar o que eu podia ser.
Foi tão doloroso deixar que algumas folhas se fossem, mas por que guardá-las? Por quê?
Eu preciso descobrir, preciso.
Sou uma árvore que pode escolher que tipo de folhas e frutos quer ter, vou aproveitar...
Quero ser o melhor possível, e eu sei como, só preciso escolher a terra certa, e escolher aquilo que vai me regar. Eu já sei que tipo de água eu preciso.
Então vem vento, vem outono, pra eu começar um tempo novo.
Segundo os meteorologistas o outono acabou de começar, agorinha mesmo, há uns 30 minutos. Mas não pra mim.
PS¹: Ressignificando.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
#TRUE
Cuide de seus pensamentos; eles se tornam palavras.
Cuide de suas palavras; elas se tornam ações.
Cuide de suas ações; elas se tornam hábitos.
Cuide de seus hábitos; eles se tornam caráter.
Cuide de seu caráter; ele se torna seu destino.
Frank Outlaw
Cuide de suas palavras; elas se tornam ações.
Cuide de suas ações; elas se tornam hábitos.
Cuide de seus hábitos; eles se tornam caráter.
Cuide de seu caráter; ele se torna seu destino.
Frank Outlaw
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Guardando
Já tinha dito anteriormente que mudaria o meu quem sou eu do blog, mas como o blog estava abandonado (confesso), só vou mudar agora.
E gostaria de guardar o meu antigo quem sou eu aqui nos arquivos, posso? ahaha
Vocês não se importam, tenho certeza!
E gostaria de guardar o meu antigo quem sou eu aqui nos arquivos, posso? ahaha
Vocês não se importam, tenho certeza!
- Mariana Melo, 16 anos, de segunda à sexta mora com o pai em SP, e aos finais de semana com a mãe em Embu das Artes. Acredita e confia muito em Deus. É apaixonada por palavras, lê muito, devora cada letra que pode. É atriz, ou pretendia ser. Gosta de andar de busão, onde na maioria das vezes pensa muito sobre a vida, e sobre as pessoas que estão dentro do busão. Preza muito a amizade verdadeira, e tem muitos amigos. Dá um valor danado pros sentimentos, é sensível ao extremo. Pretende ser poliglota. Faz trabalho voluntário, dando rodas de leitura para crianças. Odeia Física, Química, e Matemática. Gosta de silêncio, mas na maior parte do tempo não cala a boca. Gosta de crianças. Gosta de cores. Nunca consegue jogar fora caixas. Odeia maquiagem. Algumas pessoas dizem que ela é estranha, mas na verdade ela é só uma pessoa feliz.
Vamos as considerações sobre o antigo quem sou eu: Não odeio física, química e matemática, isso passou, agora entendo que são matérias necessárias.
Aprendi a jogar caixas fora, UPAS!
E adivinhem, só? Agora eu amo maquiagem, se podemos nos tornar mais bonitos, por que não?
PS¹: Gente as postagens estão indo em branco porque o blog tá louco, eu ainda continuo colorindo todas elas, mas acho que o blog resolveu protestar, porque ando meio ausente rs.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O que vem depois?
A placa está a 100m, ando 100m, e ela continua a 100m. Nunca sei o que vou sentir, ver, ouvir, viver, quando chegar à placa. Nunca chego, mas sempre chego. É insensato dizer isso, eu sei, e você vai ficar ainda mais abismado quando eu disser que você faz o mesmo.
No caminho eu sempre colho coisas, sonhos, sorrisos, lágrimas, abraços, leio alguns livros, tomo alguns cafés... E uma dúvida não sai da minha cabeça, e quando eu chegar à placa? Como vai ser?
E quando eu chego, vejo que é diferente do que eu imaginava, afinal de contas, eu olhava de longe.
Na placa tem escrito FUTURO com cores de mistério, que eu não tinha no meu estojo, e por isso usei azul e laranja.
O que vem depois? A mesma ânsia pela placa, mas com um cenário diferente.
PS: Não sei se fui clara, mas ultimamente tenho me questionado tanto sobre o futuro: Como vai ser daqui há 3 anos? E daqui há 10?
PS²: Eu ponho a tal da placa nas mãos de Deus, e peço pra que Ele me mostre o que é melhor. Meu futuro pertence a Ele.
PS³: A minha testa pintada de "USP" é a minha meta para a chegada à próxima placa.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
ir e vir, ou apenas ficar.
"Você se lembra daquela época? Como o tempo passou, todo mundo mudou tanto! Nós até nos separamos!", meu amigo disse a respeito do passado, e sobre como nossa turma (antigo grupinho pré-adolescente) se separou.
Como se não fosse o suficiente, ontem jantei com os meus pais, já fazia tanto tempo que não jantava com os dois juntos, que fiquei parecendo criança no playground.
Os dois são separados há quase três anos, isso nunca me importou muito, para mim é indiferente quase não paro em casa, mas que ontem bateu saudade, bateu.
Para não perder o costume, meu cérebro fez questão de trazer a tona sentimentos e situações já esquecidos, não sobre meus pais, sobre idas e vindas da vida.
"Cause you know the way I feel, all the way, all the way, no..."
E quantas vezes a vida vai mudar tanto?
A vida é uma montanha russa, inconstante, sem caminho certo, ela não passa por loopings, ela é o looping.
Parece-me que todos estão indo e vindo, e eu fico. No entanto, sei também que devo ter ido e vindo da vida das pessoas, e elas também se sentem paradas.
Enquanto escrevo isso, penso:
"Não quero crescer e ser como os adultos, que acham que para "serem grandes" precisam parar de usar giz de cera"
Ao contrário das pessoas e das canetas BIC, os giz de cera não te abandonam, eles continuam no seu potinho, esperando para colorir a vida com você!
PS¹: Tô tão sentimental esses dias!
PS²: Teve acampamento da igreja esse fds. Deus me surpreendeu, MUITO! Ele é fiel ♥
PS³: Pensei muito nisso ultimamente, e decidi que não serei uma adulta como as outras. Quero brincar de amarelinha, desenhar com giz de cera, soprar bolhas de sabão, assistir desenho de ponta cabeça no sofá(...) Não que eu vá ser uma criança, mas eu quero dar lugar a essas loucuras de vez em quando. Um exemplo disso é minha mãe, ela é assim, meio doidinha, faz o que dá na cabeça. Me lembro de um dia em que ela me implorou para tomar banho de chuva, foi muito divertido, ficamos correndo feito loucas, e cantando enquanto dançavamos loucamente como se não houvesse amanhã.
PS4: Canetas BIC e pessoas estão sempre migrando. Ir e vir é com eles mesmo!
PS5: Esqueci o nome da música que citei no post, depois eu falo o nome!
Beijo do Pato :*
Como se não fosse o suficiente, ontem jantei com os meus pais, já fazia tanto tempo que não jantava com os dois juntos, que fiquei parecendo criança no playground.
Os dois são separados há quase três anos, isso nunca me importou muito, para mim é indiferente quase não paro em casa, mas que ontem bateu saudade, bateu.
Para não perder o costume, meu cérebro fez questão de trazer a tona sentimentos e situações já esquecidos, não sobre meus pais, sobre idas e vindas da vida.
"Cause you know the way I feel, all the way, all the way, no..."
E quantas vezes a vida vai mudar tanto?
A vida é uma montanha russa, inconstante, sem caminho certo, ela não passa por loopings, ela é o looping.
Parece-me que todos estão indo e vindo, e eu fico. No entanto, sei também que devo ter ido e vindo da vida das pessoas, e elas também se sentem paradas.
Enquanto escrevo isso, penso:
"Não quero crescer e ser como os adultos, que acham que para "serem grandes" precisam parar de usar giz de cera"
Ao contrário das pessoas e das canetas BIC, os giz de cera não te abandonam, eles continuam no seu potinho, esperando para colorir a vida com você!
PS¹: Tô tão sentimental esses dias!
PS²: Teve acampamento da igreja esse fds. Deus me surpreendeu, MUITO! Ele é fiel ♥
PS³: Pensei muito nisso ultimamente, e decidi que não serei uma adulta como as outras. Quero brincar de amarelinha, desenhar com giz de cera, soprar bolhas de sabão, assistir desenho de ponta cabeça no sofá(...) Não que eu vá ser uma criança, mas eu quero dar lugar a essas loucuras de vez em quando. Um exemplo disso é minha mãe, ela é assim, meio doidinha, faz o que dá na cabeça. Me lembro de um dia em que ela me implorou para tomar banho de chuva, foi muito divertido, ficamos correndo feito loucas, e cantando enquanto dançavamos loucamente como se não houvesse amanhã.
PS4: Canetas BIC e pessoas estão sempre migrando. Ir e vir é com eles mesmo!
PS5: Esqueci o nome da música que citei no post, depois eu falo o nome!
Beijo do Pato :*
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domingo, 15 de agosto de 2010
Eu devia...
Tomar mais água; comer menos gordura trans; ser mais gentil com as pessoas; usar roupas feitas de garrafa pet; passar as roupas com mais frequência; não me atrasar nunca mais; arrumar a minha gaveta de camisetas; usar gel anti-cravos; lembrar de passar filtro solar todos os dias; me machucar menos; machucar menos as pessoas; escrever melhor; escrever mais; desenhar o tempo inteiro; ler Dotoiévsk; ter mais paciência; gostar de matemática; ter 18 anos logo; ser menos sentimental; parar de falar com esse tom de "menininha"; não chorar na frente de quem não merece minhas lágrimas; parar de me preocupar com tudo, porque Ele tá comigo; lembrar de fazer a homework de inglês, e parar de ser palhaça nas aulas rs; dormir mais; fazer um curta; dançar mais; ler o jornal todos os dias; viajar pelo mundo todo em 80 dias; parar de enrolação, e de uma vez por todas começar a escrever meu livro; guardar uma joaninha num potinho de iogurte [...]
Vou tomar água.
PS¹: Vou contar uma coisa idiota: hoje percebi que tenho marcas de expressão ao redor da boca (Resultado de muitos sorrisos), achei cômico.
PS²: Quero postar algo jornalístico ainda essa semana! (Oxi, hoje é domingo, fia! Que isso? Ahahaha) O próximo post será melhor rs, é que hoje eu tava no busão, e fiquei pensando nessas coisas, não que eu queira mudar e fazer tudo isso, mas o ser humano tem dessas, né?
PS³: Estava ouvindo esses fofos antes do post: http://www.myspace.com/heiswe (Gosto tanto da Our july in the rain)
PS4: Quase esqueço de explicar sobre a joaninha, lembrei disso porque quando era pequena sempre separava uma parte importante do meu dia para caçar joaninhas e tatus, e quando os encontrava, os guardava num potinho de iogurte... Parece bobo, mas quando me lembro disso, vejo que o tempo passou tanto, e vejo também que as joaninhas estão em extinção, faz tempo que não vejo uma!
PS5: Vou confessar: sempre que alguém de SP comenta sobre o tempo comigo, sinto vontade de rir. É engraçado, porque agora no inverno o que você mais ouve durante o dia é "Tá frio, né menina?", "Aaaai que frio", "Ouvi dizer que esse final de semana vai esfriar", e por aí vai.
Beijo do Pato :*
Vou tomar água.
PS¹: Vou contar uma coisa idiota: hoje percebi que tenho marcas de expressão ao redor da boca (Resultado de muitos sorrisos), achei cômico.
PS²: Quero postar algo jornalístico ainda essa semana! (Oxi, hoje é domingo, fia! Que isso? Ahahaha) O próximo post será melhor rs, é que hoje eu tava no busão, e fiquei pensando nessas coisas, não que eu queira mudar e fazer tudo isso, mas o ser humano tem dessas, né?
PS³: Estava ouvindo esses fofos antes do post: http://www.myspace.com/heiswe (Gosto tanto da Our july in the rain)
PS4: Quase esqueço de explicar sobre a joaninha, lembrei disso porque quando era pequena sempre separava uma parte importante do meu dia para caçar joaninhas e tatus, e quando os encontrava, os guardava num potinho de iogurte... Parece bobo, mas quando me lembro disso, vejo que o tempo passou tanto, e vejo também que as joaninhas estão em extinção, faz tempo que não vejo uma!
PS5: Vou confessar: sempre que alguém de SP comenta sobre o tempo comigo, sinto vontade de rir. É engraçado, porque agora no inverno o que você mais ouve durante o dia é "Tá frio, né menina?", "Aaaai que frio", "Ouvi dizer que esse final de semana vai esfriar", e por aí vai.
Beijo do Pato :*
sexta-feira, 2 de julho de 2010
#1
Ás vezes, acordo e decido observar como os seres se relacionam comigo, e quão grande é a importância de cada um deles na minha vida. Você já parou para pensar nisso: Como uma amizade requer cuidados e acompanhamento? Eu já.
E isso é bem complexo, porque em muitos casos, você vai perceber que rega mais a amizade do que a outra pessoa. Acho que o Petit Prince (Pequeno Príncipe), saberia como lidar com isso.
São mais ou menos 1:15 AM, eu não funciono bem essa hora, tô caindo de sono, mas resolvi postar essa filosofia de boteco.
#2
Era ela intrínseca, não podia ser separada daquilo. E quem via dizia: Não é que isso seja parecido com ela, de fato isso é ela.
Não se sabe como a garota se sentia sobre isso, tanto se sabe sobre o ser humano, mas nunca conseguirão explicar como o ego de uma pessoa se sente ao ver a si próprio em outro objeto/ser.
É como deparar-se com sua imagem num espelho, porém, o tipo de visualização que a menina tinha ao olhar aquilo, não era o tipo de visualização física, era a visualização subjetiva. E por mais que fosse estúpido traduzir-se em tão pouco: Irrevogavelmente era ela.
Olhou para as próprias mãos, e percebeu a fragilidade que aquilo que mal podia ser segurado representava, deparou-se com a própria fragilidade, com sua própria pequenez diante do mundo.
Devolveu aquela miúdeza ao mundo.
Abaixou-se, amarrou o cadarço, e prosseguiu. Apesar de sua pequenez.
Devolveu-se ao mundo, pois precisava desbravá-lo, e por mais que fosse pititica, era grandiosa em sua curiosidade.
Cantarolava aquela música, era felicidade da mais pura, ser pequena e prosseguir.
PS¹: Por mais que não pareça, os textos estão relacionados, quando falo de pequenez, falo de fragilidade, e da facilidade que temos em nos machucar.
PS²: Logo logo o lay out do blog muda Brasilzão!
PS³: Quando o blog ficar pronto, postarei textos literários, porque eu sei que a Ferdi e o Rodrigo me cobram muito essa questão de: "Escrever o melhor que eu puder".
PS4: Falando em Rodrigo, querido anônimo, fiquei com medo que você tivesse me abandonado no último post rs.
Bye Bye
Ás vezes, acordo e decido observar como os seres se relacionam comigo, e quão grande é a importância de cada um deles na minha vida. Você já parou para pensar nisso: Como uma amizade requer cuidados e acompanhamento? Eu já.
E isso é bem complexo, porque em muitos casos, você vai perceber que rega mais a amizade do que a outra pessoa. Acho que o Petit Prince (Pequeno Príncipe), saberia como lidar com isso.
São mais ou menos 1:15 AM, eu não funciono bem essa hora, tô caindo de sono, mas resolvi postar essa filosofia de boteco.
#2
Era ela intrínseca, não podia ser separada daquilo. E quem via dizia: Não é que isso seja parecido com ela, de fato isso é ela.
Não se sabe como a garota se sentia sobre isso, tanto se sabe sobre o ser humano, mas nunca conseguirão explicar como o ego de uma pessoa se sente ao ver a si próprio em outro objeto/ser.
É como deparar-se com sua imagem num espelho, porém, o tipo de visualização que a menina tinha ao olhar aquilo, não era o tipo de visualização física, era a visualização subjetiva. E por mais que fosse estúpido traduzir-se em tão pouco: Irrevogavelmente era ela.
Olhou para as próprias mãos, e percebeu a fragilidade que aquilo que mal podia ser segurado representava, deparou-se com a própria fragilidade, com sua própria pequenez diante do mundo.
Devolveu aquela miúdeza ao mundo.
Abaixou-se, amarrou o cadarço, e prosseguiu. Apesar de sua pequenez.
Devolveu-se ao mundo, pois precisava desbravá-lo, e por mais que fosse pititica, era grandiosa em sua curiosidade.
Cantarolava aquela música, era felicidade da mais pura, ser pequena e prosseguir.
PS¹: Por mais que não pareça, os textos estão relacionados, quando falo de pequenez, falo de fragilidade, e da facilidade que temos em nos machucar.
PS²: Logo logo o lay out do blog muda Brasilzão!
PS³: Quando o blog ficar pronto, postarei textos literários, porque eu sei que a Ferdi e o Rodrigo me cobram muito essa questão de: "Escrever o melhor que eu puder".
PS4: Falando em Rodrigo, querido anônimo, fiquei com medo que você tivesse me abandonado no último post rs.
Bye Bye
terça-feira, 18 de maio de 2010
Almost sixteen!
Tenho quase dezesseis, e já sei o que quero pelos próximos trinta anos.
Tenho quase dezesseis, mas não sei o que vou fazer amanhã.
É difícil esse meio-termo, o não-saber sabendo, fico me perguntando se quando eu tiver vinte e seis ainda terei essa ansiedade, essa vontade de tomar a vida toda num gole só.
Estava lendo o I Was Just Talking With Myself, e fiquei lendo e relendo um texto que eu escrevi há uns dias atrás, tem uma parte que eu gosto muito, que diz assim: "Tenho quase dezesseis, e minha vida me espera". Ah, essa minha adolescência que não acaba logo!
Eu estava pensando em postar sobre esperança, que é uma coisa que me fascina muito, mas aí aconteceu de eu ler o TWM (Sigla que usarei agora para citar o caderno I Was Just Talking With Myself), e eu percebi que tem uma relação entre os dois...
Fico pensando que talvez seja um defeito meu, ter tanta esperança nas coisas. Mas por outro lado, vejo que isso é bom, pois sempre sonho alto.
A propósito, eu não gosto de pessoas que sonham baixo. A vida é tão incrível, tem tantas possibilidades, e as pessoas se contentam em sonhar com o possível. Poxa vida...
Você já pensou em tudo isso? Nos sonhos? Na esperança? Em como a vida te torna capaz de fazer qualquer coisa?
Você já sentiu o sangue correr em suas veias como se fosse sair do corpo a qualquer momento? Já sentiu que estava no lugar certo, na hora certa? Já chorou por algo idiota e depois deu risada?
Você já tomou banho de chuva sozinho? Já pegou um papel e escreveu a sua vida inteira, e dois minutos depois percebeu que não queria nada daquilo?
Já observou alguém ir embora depois de te dizer "Te vejo na segunda, depois da aula", e teve certeza de que iria rever a pessoa, mas na terça se deu conta de que talvez aquela segunda-feira nunca chegasse, pois vocês só voltariam a se ver dali a um mês, num sábado a noite, dentro do busão, por acaso. Acaso, quem sabe?
Já olhou para o céu, e pensou se por acaso do outro lado do mundo aquela pessoa estaria olhando para as mesmas estrelas?
Já se sentiu impossibilitado de impedir que sua vida acontecesse, pois ontem você comia morango com leite condensado enquanto assistia Dragon Ball Z, e amanhã é o seu vestibular.
Por acaso, já se perguntou o que devia fazer, já que todas as pessoas continuavam indo embora, e você, aqui?
Em algum momento, sentou, olhou para frente, e sorriu, sem nem ao menos saber por quê?
Você já sentiu como se em algum lugar do mundo, a sua vida te esperasse?
Você já sentiu como se as cordas daquele violão simplesmente esperassem pelo toque dos seus dedos, para chorar a melodia daquele momento?
Já tentou guardar em suas narinas o cheiro de alguém (eternamente)?
Sentou embaixo de uma árvore de flores amarelas, e ficou observando as flores caindo?
Já tentou expressar coisas que não existem?
Já fez careta para a pessoa do carro ao lado?
Já deu risada até sentir que o abdômen estava ficando malhado? (rs)
Já se trancou no quarto, e deu uma de rebelde não compreendido, e ficou chorando, pois sua mãe não queria te deixar sair?
Já pensou que estava perdido?
Já caiu de bicicleta?
Já ouviu uma música e se transportou para outra atmosfera?
Já sentiu que queria abraçar o mundo, e viver as aventuras mais incríveis que ele tinha a oferecer?
Eu já, and I am almost sixteen.
Fico me perguntando o que eu ainda viverei, como chamarei meus filhos, em que empresa trabalharei, aliás terei filhos? Terei rugas? Meu cabelo será channel?
Não sei. Mas eu amo as possibilidades.
E talvez um dia, eu veja essa folha já meio amarelada e diga: "Eu tinha quase dezesseis, e estava certa", e após dizer isso, olharei pela janela, e concluirei: "Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim, a vida já não me espera mais, porque estou aqui".
(I Was Just Talking With Myself)
PS: Anônimo, depois do seu último comentário, me senti na obrigação de escrever um texto hihi
PS¹: Sei que é totalmente desconexa a ideia de que a vida está me esperando em algum lugar, mas as vezes sinto que preciso muito crescer, ser adulta, ter um emprego, e tudo o que eu sempre sonhei... Parece sonhar baixo 'Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim', mas a intensidade com que eu terei tudo isso será incrível. Na maior parte do tempo digo para mim mesma que me recuso a não ter o emprego que eu quero, a família que eu quero, tudo do jeito que eu quero, e eu não desistirei.
PS²: Mariana, quando pequena, adorava comer morango com leite condensado, e assistir Dragon Ball Z, e hoje, se dá conta de que o vestibular está chegando.
PS³: A adolescência é mesmo muito estranha, né? rs
PS4: ÊÊÊÊBA! Semana que vem começo a trabalhar numa área que tá relacionada ao que eu quero (Relações Públicas).
PS5: Esses dias estava me lembrando como eu planejava ser com dezesseis anos, é engraçado lembrar de como me olhava no espelho, e imaginava tudo isso... Eu era tão pequenininha!
PS6: Vou passar a dizer o que ouvia enquanto escrevia cada post, esse post foi regado a: http://www.myspace.com/noahandthewhale
Bye Bye!
Tenho quase dezesseis, e já sei o que quero pelos próximos trinta anos.
Tenho quase dezesseis, mas não sei o que vou fazer amanhã.
É difícil esse meio-termo, o não-saber sabendo, fico me perguntando se quando eu tiver vinte e seis ainda terei essa ansiedade, essa vontade de tomar a vida toda num gole só.
Estava lendo o I Was Just Talking With Myself, e fiquei lendo e relendo um texto que eu escrevi há uns dias atrás, tem uma parte que eu gosto muito, que diz assim: "Tenho quase dezesseis, e minha vida me espera". Ah, essa minha adolescência que não acaba logo!
Eu estava pensando em postar sobre esperança, que é uma coisa que me fascina muito, mas aí aconteceu de eu ler o TWM (Sigla que usarei agora para citar o caderno I Was Just Talking With Myself), e eu percebi que tem uma relação entre os dois...
Fico pensando que talvez seja um defeito meu, ter tanta esperança nas coisas. Mas por outro lado, vejo que isso é bom, pois sempre sonho alto.
A propósito, eu não gosto de pessoas que sonham baixo. A vida é tão incrível, tem tantas possibilidades, e as pessoas se contentam em sonhar com o possível. Poxa vida...
Você já pensou em tudo isso? Nos sonhos? Na esperança? Em como a vida te torna capaz de fazer qualquer coisa?
Você já sentiu o sangue correr em suas veias como se fosse sair do corpo a qualquer momento? Já sentiu que estava no lugar certo, na hora certa? Já chorou por algo idiota e depois deu risada?
Você já tomou banho de chuva sozinho? Já pegou um papel e escreveu a sua vida inteira, e dois minutos depois percebeu que não queria nada daquilo?
Já observou alguém ir embora depois de te dizer "Te vejo na segunda, depois da aula", e teve certeza de que iria rever a pessoa, mas na terça se deu conta de que talvez aquela segunda-feira nunca chegasse, pois vocês só voltariam a se ver dali a um mês, num sábado a noite, dentro do busão, por acaso. Acaso, quem sabe?
Já olhou para o céu, e pensou se por acaso do outro lado do mundo aquela pessoa estaria olhando para as mesmas estrelas?
Já se sentiu impossibilitado de impedir que sua vida acontecesse, pois ontem você comia morango com leite condensado enquanto assistia Dragon Ball Z, e amanhã é o seu vestibular.
Por acaso, já se perguntou o que devia fazer, já que todas as pessoas continuavam indo embora, e você, aqui?
Em algum momento, sentou, olhou para frente, e sorriu, sem nem ao menos saber por quê?
Você já sentiu como se em algum lugar do mundo, a sua vida te esperasse?
Você já sentiu como se as cordas daquele violão simplesmente esperassem pelo toque dos seus dedos, para chorar a melodia daquele momento?
Já tentou guardar em suas narinas o cheiro de alguém (eternamente)?
Sentou embaixo de uma árvore de flores amarelas, e ficou observando as flores caindo?
Já tentou expressar coisas que não existem?
Já fez careta para a pessoa do carro ao lado?
Já deu risada até sentir que o abdômen estava ficando malhado? (rs)
Já se trancou no quarto, e deu uma de rebelde não compreendido, e ficou chorando, pois sua mãe não queria te deixar sair?
Já pensou que estava perdido?
Já caiu de bicicleta?
Já ouviu uma música e se transportou para outra atmosfera?
Já sentiu que queria abraçar o mundo, e viver as aventuras mais incríveis que ele tinha a oferecer?
Eu já, and I am almost sixteen.
Fico me perguntando o que eu ainda viverei, como chamarei meus filhos, em que empresa trabalharei, aliás terei filhos? Terei rugas? Meu cabelo será channel?
Não sei. Mas eu amo as possibilidades.
E talvez um dia, eu veja essa folha já meio amarelada e diga: "Eu tinha quase dezesseis, e estava certa", e após dizer isso, olharei pela janela, e concluirei: "Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim, a vida já não me espera mais, porque estou aqui".
(I Was Just Talking With Myself)
PS: Anônimo, depois do seu último comentário, me senti na obrigação de escrever um texto hihi
PS¹: Sei que é totalmente desconexa a ideia de que a vida está me esperando em algum lugar, mas as vezes sinto que preciso muito crescer, ser adulta, ter um emprego, e tudo o que eu sempre sonhei... Parece sonhar baixo 'Família reunida, filhos, marido, casa, carro, emprego e jardim', mas a intensidade com que eu terei tudo isso será incrível. Na maior parte do tempo digo para mim mesma que me recuso a não ter o emprego que eu quero, a família que eu quero, tudo do jeito que eu quero, e eu não desistirei.
PS²: Mariana, quando pequena, adorava comer morango com leite condensado, e assistir Dragon Ball Z, e hoje, se dá conta de que o vestibular está chegando.
PS³: A adolescência é mesmo muito estranha, né? rs
PS4: ÊÊÊÊBA! Semana que vem começo a trabalhar numa área que tá relacionada ao que eu quero (Relações Públicas).
PS5: Esses dias estava me lembrando como eu planejava ser com dezesseis anos, é engraçado lembrar de como me olhava no espelho, e imaginava tudo isso... Eu era tão pequenininha!
PS6: Vou passar a dizer o que ouvia enquanto escrevia cada post, esse post foi regado a: http://www.myspace.com/noahandthewhale
Bye Bye!
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terça-feira, 4 de maio de 2010


About my BEST friends.
Eu não sei como começar, e para falar a verdade também nem sei como NÓS começamos. Eu chamo de melhores amigas, as meninas que eu mais odiava na escola! :P
Amigas que muitas vezes riram comigo (e riram de mim também hahaha)
Amigas que passaram comigo os momentos mais mágicos da minha vida (e os mais difíceis também)
Amigas, AMIGAS, de verdade!
Hoje, 04-05, brigamos, quase nos matamos, falamos sobre a distância, gritamos, choramos (tá confesso, só eu chorei, porque sou um pato chorão ahahaha), e isso me fez pensar muito na nossa amizade, fiquei pensando que eu tenho sorte, muitas pessoas morrem sem saber o que é isso, essa amizade bonita, essa coisinha terna que é raridade no mundo das pessoas apressadas.
Fiquei pensando no futuro, nos nossos futuros almoços apressados quando tivermos cargos importantes para cuidar, fiquei pensando nos nossos futuros assuntos, como falaremos de nossas vidas, ou de como as crianças estão crescendo rápido, mostraremos as fotos dos pequenos, falaremos sobre promoções no trabalho, sobre maridos que muitas vezes não nos compreendem, e sobre liquidação de sapatos (de salto alto, porque até lá já teremos "crescido"), mas existe um assunto que nunca sairá do nosso repertório: como é bom ter MELHORES AMIGAS.
Mesmo que muitas vezes não te compreendam, ou que deêm risada da sua cara, que façam você chorar feito uma idiota na aula de biologia, que não queiram passar o intervalo num lugar silencioso em vez de ficar no pátio, são as MELHORES AMIGAS, e eu sei disso, porque foram muitas as vezes em que eu molhei suas camisetas com minhas lágrimas de pato chorão, porque foram muitas as vezes em que ficamos juntas rindo dos problemas como se a vida fosse realmente fácil. E é, quando se tem MELHORES AMIGAS.
Saibam, que quando meus filhos olharem nossas fotos, eu direi:
Foi com elas, que eu resolvi dividir minha história e minha juventude, e é com elas que a lembrança de cada traço do meu rosto estará, são elas que me verão envelhecer, e elas saberão, que em cada ruga do meu rosto, tem um pouquinho do tempo que passei com elas, aqueles momentos em que eu sorri tanto, que contribuí para que minha pele ao redor da boca criasse vincos mais rápido, são elas que sabem de todos os meus segredos.
Obrigada D.V.M, e me desculpem por ser meio altista de vez em quando.
(eu ri quando escrevi altista UASHDUAS)
EU AMO VOCÊS!
UMA BREVE CENA:
Mariih: Mare, acorda...
Mariih: Mare, acordaaaa... Já são 5:30AM.
Mare: Mariiiih, pára de ser chata, me deixa dormir, vai...
Déh: Mariana Melo, se você não acordar te acordaremos na maldade,
Mare: Tá bom, tá bom, a Vanessa já acordou?
Déh: Não, vamos acordar ela agora.
Alguns minutos depois, as meninas estavam olhando o sol nascer, rindo de alguma coisa que não fazia sentido (nada faz sentido de madrugada, quando você não conseguiu dormir nem 30min), falando sobre ter melhores amigas, enfim, estavam compartilhando seus 'universos' umas com as outras.
Aquela foto seria a mais incrível, a mais linda, a que tem mais conteúdo. E naquele dia, o sol não nasceu apenas no céu, o sol nasceu dentro de mim!
PS¹: Eu não sou altista, poxa!
PS²: A foto do sol nascendo é a segunda (óbvio), e esse foi o aniversário mais marcante que eu tive, foi muito meigo passar a madrugada inteira conversando com elas, lendo cartas antigas, vendo fotos, descendo a escada sentada num colchão (haha, confesso que morri de medo!), enfim, cada momento com elas é um momento marcante.
PS³: Heeeey Amandinha, pensou que eu ia me esquecer de você, né? Saiba que você também é uma das melhores amigas as quais me refiro, é que não tenho nenhuma foto com você, aí não deu para por no post, mas saiba que é de extrema importância ter você como abêia amiga (manolo friends).
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terça-feira, 27 de abril de 2010
InvisibleO homem estava ali, vendendo suas balas, em um ponto de ônibus, se esforçava mas o suor que lhe escorria pelo rosto, nada valia. A mão, fazia um movimento de ir e vir continuamente, balançando os pacotinhos de bala tentando despertar o interesse de alguém, mas o movimento, e o esforço, de nada valiam. A voz, baixa e cansada, dizia coisas estranhas, loucuras talvez, mas as cordas vocais daquele homem, não valiam nada para aquela gente. Era só mais um homem invisível... Só mais um homem invisível.
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!
PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Fragmentos de mim
Ela, Mariana, sonhadora, morando com o pai, visitando a mãe de vez em quando. Ouvindo músicas, ouvindo nada.
Sozinha. Calada.
Sozinha. Sem sono.
Acompanhada. Sem paciência.
Ela, Mariana, e suas palavras guardadas nas esferográficas, palavras em tinta, que ainda não foram escritas.
Mas ela tem quem segure suas mãos!
Os livros seguram suas mãos.
Sozinha no corredor da escola, um livro segura sua mão.
Sozinha na estação de metrô, um livro segura sua mão.
Ela, Mariana, de passos perdidos, de sorrisos mentirosos, de sorrisos muito felizes, porém muitas vezes mentirosos, o sorriso que acompanha o olhar fugitivo, o olhar sincero, que foge do encontro com o olhar dos outros.
Ela, Mariana, a menina estranha.
Ela, Mariana.
Ela, Mariana, sonhadora, morando com o pai, visitando a mãe de vez em quando. Ouvindo músicas, ouvindo nada.
Sozinha. Calada.
Sozinha. Sem sono.
Acompanhada. Sem paciência.
Ela, Mariana, e suas palavras guardadas nas esferográficas, palavras em tinta, que ainda não foram escritas.
Mas ela tem quem segure suas mãos!
Os livros seguram suas mãos.
Sozinha no corredor da escola, um livro segura sua mão.
Sozinha na estação de metrô, um livro segura sua mão.
Ela, Mariana, de passos perdidos, de sorrisos mentirosos, de sorrisos muito felizes, porém muitas vezes mentirosos, o sorriso que acompanha o olhar fugitivo, o olhar sincero, que foge do encontro com o olhar dos outros.
Ela, Mariana, a menina estranha.
Ela, Mariana.
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