quarta-feira, 5 de maio de 2010







Essa é uma das coisas que eu chamo de felicidade ↑

Seg. 03/05, 4:45 PM, saio de casa, é hora de mais uma roda de leitura.
Dou uma passadinha na Fundação antes, e vejo todas aquelas pessoas lindas e interessantes, que sempre têm algo maravilhoso para contar, com um sorriso que nunca sai do rosto. Já na fundação escolho o livro que trabalharei com meus pequenos:
"Todo mundo têm amigo".
Chego na escola em que darei roda de leitura, e me preparo, já vou aquecendo o corpo, mexendo os braços, afinal de contas, são MUITOS abraços!
E não dá outra, chego lá e sou super bem recebida, as crianças ficam sorrindo e dando abraços, e é nessa hora, que eu penso: "Eles esperaram por mim!".
Tento trabalhar o livro com eles, mas não é fácil não haha, as crianças têm energia demais para gastar, e enquanto uns lêem, outros conversam, ou correm pela sala. Resolvo parar a atividade então, e prometo para eles que semana que vem, leremos o livro.
A Carol (uma menina linda, inteligente, e amável), diz assim:
- Tia Mare, já que não vamos ler o livro, que tal a gente fazer um desenho paras as nossas mães?
Concordei, e todos se puseram a desenhar, escrevendo coisas lindas para suas mães, mesmo que não soubessem escrever, escreviam, e era isso o que encantava: a SINCERIDADE do sentimento daquelas crianças. Enquanto observava os desenhos, fiquei pensando o quanto ficaria feliz se meu filho chegasse em casa com um papel escrito com letras tortas:
"Mamai, eu t am muinto muinto muinto, voçe e a flo do meu dia, voçe e tudo para mim"
(Um menino escreveu isso para a mãe, com essas palavras, dessa forma *-*)
Contemplar a sinceridade das crianças faz com que qualquer pessoa se sinta bem, eu não consigo entender como as pessoas podem conter os sorrisos ao verem aquelas criaturinhas tão meigas! (Confesso que dá trabalho, que eles correm pela sala, que às vezes não me ouvem, mas ainda assim são encantadores. São crianças, e crianças sempre serão encantadoras).
Eu estava muito feliz só por ter visto o desenho deles, e como eles gostaram e se esforçaram para fazer algo bonito para suas mães, e como se isso não bastasse, quando olhei para o lado o Emanuel estendeu a mão com um papelzinho:
- Não, amor, você tem que levar para a sua mãe - eu disse.
E com a maior naturalidade, ele sorriu e disse:
- Não, esse eu fiz para você.
Eu fiquei sem palavras, tentei abraçá-lo mas ele ficou com vergonha porque os amigos estavam olhando (mas depois me deu um abraço, é claro rs). Quando eu desdobrei o papel tinha um pedido de desculpas pela 'bagunsa' (vejam a imagem), e um coração com uma mini mare desenhada dentro.
Quando dobrei a folha, vi diante dos meus olhos outra mão estendida, com uma folha onde se via um coração, e uma afirmação que jogou minha auto-estima lá em cima: "Mariana, você é bonita", fiquei feliz, porque como vocês sabem, crianças não mentem... :P
Enfim, volto para casa no busão, com um sorriso que ia de orelha a orelha.
E o motivo?
As crianças.
Como são lindas, carinhosas, inteligentes, sinceras, meigas, e tudo de bom. Sabe aqueles ingredientes que o Professor põe na fórmula das Meninas Super-Poderosas? Eu acho que Deus põe isso em todas as crianças, todas as coisas boas!
Enfim, contemple a beleza do sorriso de uma criança (mesmo sem dentes UAHSDU :B), e sorria também!
As pessoas costumam pensar que por ser trabalho voluntário, quem ganha são eles, mas a verdade é outra, eu acabo ganhando muita coisa em troca: amigos, sorrisos, abraços, e muita aprendizagem. Aprendizagem? Sim, é isso o que você leu mesmo, as crianças me ensinam muitas coisas :)
Para terminar, uma frase de uma música que traduz bem como estou pensando e me sentindo ultimamente:

"É melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe..."

PS¹: São fofos, né?
PS²: Não é nem 1/3 das coisas boas que têm me acontecido. Estou numa onda de felicidade, e falando nisso, para completar minha felicidade tenho quase certeza que não tirei nota vermelha em nada (Estava com medo das exatas), no fim tudo dá certo mesmo.
PS³: Outra criança que me encantou essa semana (e que me encanta desde que nasceu) foi a Júlia, ontem dançamos loucamente como se não houvesse amanhã. Detalhe, era a música da minha infância (Anna Júlia- Los Hermanos, depois conto a história).






terça-feira, 4 de maio de 2010




About my BEST friends.

Eu não sei como começar, e para falar a verdade também nem sei como NÓS começamos. Eu chamo de melhores amigas, as meninas que eu mais odiava na escola! :P
Amigas que muitas vezes riram comigo (e riram de mim também hahaha)
Amigas que passaram comigo os momentos mais mágicos da minha vida (e os mais difíceis também)
Amigas, AMIGAS, de verdade!
Hoje, 04-05, brigamos, quase nos matamos, falamos sobre a distância, gritamos, choramos (tá confesso, só eu chorei, porque sou um pato chorão ahahaha), e isso me fez pensar muito na nossa amizade, fiquei pensando que eu tenho sorte, muitas pessoas morrem sem saber o que é isso, essa amizade bonita, essa coisinha terna que é raridade no mundo das pessoas apressadas.
Fiquei pensando no futuro, nos nossos futuros almoços apressados quando tivermos cargos importantes para cuidar, fiquei pensando nos nossos futuros assuntos, como falaremos de nossas vidas, ou de como as crianças estão crescendo rápido, mostraremos as fotos dos pequenos, falaremos sobre promoções no trabalho, sobre maridos que muitas vezes não nos compreendem, e sobre liquidação de sapatos (de salto alto, porque até lá já teremos "crescido"), mas existe um assunto que nunca sairá do nosso repertório: como é bom ter MELHORES AMIGAS.
Mesmo que muitas vezes não te compreendam, ou que deêm risada da sua cara, que façam você chorar feito uma idiota na aula de biologia, que não queiram passar o intervalo num lugar silencioso em vez de ficar no pátio, são as MELHORES AMIGAS, e eu sei disso, porque foram muitas as vezes em que eu molhei suas camisetas com minhas lágrimas de pato chorão, porque foram muitas as vezes em que ficamos juntas rindo dos problemas como se a vida fosse realmente fácil. E é, quando se tem MELHORES AMIGAS.
Saibam, que quando meus filhos olharem nossas fotos, eu direi:
Foi com elas, que eu resolvi dividir minha história e minha juventude, e é com elas que a lembrança de cada traço do meu rosto estará, são elas que me verão envelhecer, e elas saberão, que em cada ruga do meu rosto, tem um pouquinho do tempo que passei com elas, aqueles momentos em que eu sorri tanto, que contribuí para que minha pele ao redor da boca criasse vincos mais rápido, são elas que sabem de todos os meus segredos.
Obrigada D.V.M, e me desculpem por ser meio altista de vez em quando.
(eu ri quando escrevi altista UASHDUAS)
EU AMO VOCÊS!

UMA BREVE CENA:

Mariih: Mare, acorda...
Mariih: Mare, acordaaaa... Já são 5:30AM.
Mare: Mariiiih, pára de ser chata, me deixa dormir, vai...
Déh: Mariana Melo, se você não acordar te acordaremos na maldade,
Mare: Tá bom, tá bom, a Vanessa já acordou?
Déh: Não, vamos acordar ela agora.

Alguns minutos depois, as meninas estavam olhando o sol nascer, rindo de alguma coisa que não fazia sentido (nada faz sentido de madrugada, quando você não conseguiu dormir nem 30min), falando sobre ter melhores amigas, enfim, estavam compartilhando seus 'universos' umas com as outras.
Aquela foto seria a mais incrível, a mais linda, a que tem mais conteúdo. E naquele dia, o sol não nasceu apenas no céu, o sol nasceu dentro de mim!

PS¹: Eu não sou altista, poxa!
PS²: A foto do sol nascendo é a segunda (óbvio), e esse foi o aniversário mais marcante que eu tive, foi muito meigo passar a madrugada inteira conversando com elas, lendo cartas antigas, vendo fotos, descendo a escada sentada num colchão (haha, confesso que morri de medo!), enfim, cada momento com elas é um momento marcante.
PS³: Heeeey Amandinha, pensou que eu ia me esquecer de você, né? Saiba que você também é uma das melhores amigas as quais me refiro, é que não tenho nenhuma foto com você, aí não deu para por no post, mas saiba que é de extrema importância ter você como abêia amiga (manolo friends).

domingo, 2 de maio de 2010

SORRISOS

Ontem eu estava no busão, voltando do meu trabalho suuuuuper cansada, com vontade de me jogar na minha cama e ficar vendo filmes com minha mamãe, quando de repente, algo me surpreendeu:
Uma moça realmente bonita, olhou para mim e sorriu.
O estranho, é que eu estava com a cara amarrada, estava super feia, e não parecia merecedora de um sorriso.
E aquele sorriso, foi TÃO especial, foi tão natural, tão lindo, que me senti outra pessoa em outra situação.
Não era o tipo de sorriso que se dá para uma estranha, ainda mais para uma estranha estranha, entendem? E eu fiquei tão constrangida por estar com cara feia, que não consegui retribuir, só olhei e dei um sorriso amarelo.
Fiquei pensando como os sorrisos são importantes! Como eles colorem os dias...
Talvez aquela mulher nem fosse tão bonita assim, eu não reparei, o sorriso não deixou.
Ele coloriu aquela cena, e fez com que tudo parecesse mais bonito do que realmente era, então sou suspeita para opinar.
Se o cobrador daquele ônibus fosse leitor do blog, ele diria que eu sou louca, que aquela foi uma cena normal (ele presenciou o sorriso), e que eu estou sensacionalizando total o sorriso.
MAS NÃO, NÃO FOI NORMAL.
Experimente estar se sentindo normal, num dia normal, tudo muito normal, e alguém olha para você e sorri, TADAM, você conseguiu sentir alegria, aposto!
É como ver um lindo arto-íris (com t mesmo, é porque tem 12 cores ps: a Ferdi diria isso), em um dia de inverno que estava aparentemente normal.
Falei falei e não disse nada: Enfim, entendam de uma vez por todas, que um sorriso nunca será só um sorriso!

PS¹: O outro post foi apagado mimimi, só porque as pessoas poderiam supor algumas coisas sobre ele.
PS²: Se você já sorriu para mim, muito obrigada!
PS³: Você já sorriu hoje?

quinta-feira, 29 de abril de 2010





Ahahahaha Gente eu não tenho adesivinho, mas sou uma caça-colírio ok?

Hoje eu estava lendo a Capricho, e vi que ela veio com uns adesivinhos de "Caça-Colírios", e resolvi me engajar nessa proposta de encontrar o quarto integrante da série VDG!
E por incrível que pareça, eu amo a série VDG!!!!!!!!! (aaai gentche aqueles gatinhos arrasam UAHSDUAHSDUAHSDUHASUDAHSUDHASUDHASD cof cof cof)
Por coincidência, hoje eu estava dando uma passadinha no site do gordonerd e vi essa imagem... E não é que eu achei o quarto integrante?
Tenho que dizer que se o Serra entrar pra série ele vai humilhar todos os outros garotos, porque ele realmente está uma graça nessa imagem (rs)

Tá gente o momento de insanidade passou :)
Eu odeio a série VDG, e odeio aquelas meninas que colocam o sobrenome dos meninos no lugar do próprio sobrenome...
Acho que é uma idiotice essa coisa de ficar sendo completamente louca e apaixonada por eles, só pela imagem.
Hoje estou na revolta... Não estou triste, nem brava, só estou sendo mais rude que o normal, e rindo de tudo (para falar a verdade estou muuuuuito feliz hoje *-*)
Para completar colocarei o texto que prometi em outro post (trainspotting):

Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed- interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that?

(tradução) Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadoras, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha, os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver... Mas por que eu gostaria de fazer uma coisa como essa?

PS¹: Hoje não postei nada triste \o
PS²: Se ainda não assistiram o filme, assistam, é ótimo!
PS³: Segundo a mãe de uma amiga, eu escrevo uma filosofia metafísica, e transcendental, sou chic né? rs

terça-feira, 27 de abril de 2010

Invisible


O homem estava ali, vendendo suas balas, em um ponto de ônibus, se esforçava mas o suor que lhe escorria pelo rosto, nada valia. A mão, fazia um movimento de ir e vir continuamente, balançando os pacotinhos de bala tentando despertar o interesse de alguém, mas o movimento, e o esforço, de nada valiam. A voz, baixa e cansada, dizia coisas estranhas, loucuras talvez, mas as cordas vocais daquele homem, não valiam nada para aquela gente. Era só mais um homem invisível... Só mais um homem invisível.
Me perguntei como seria estar na pele daquele homem, como era ter as cordas vocais cansadas daquela forma, e por aqueles motivos, e qual seria a sensação de sentir meu suor escorrer pela face daquela forma, qual era o sentimento que aquelas pequenas gotas carregavam. Mas aos olhos daquela gente, ele não tinha sentimentos.
Pensei naquela menina, de beleza estonteante, mas que
não tinha conhecimento sobre tal, e ainda por cima se achava feia. Em sua mente, não era uma feiura visível, não era nem uma feiura daquelas dignas de serem vistas, era uma feiura daquelas que devem ser caladas, e invisíveis. Ela só precisava de um espelho, e de olhos atentos, para enxergar que nela havia algo digno de ser admirado durante dias e dias.
Aquele menino me veio a mente, aquele cujos os pensamentos encantariam qualquer ser provido de um cérebro, aquele menino que se sentia invisível, por nunca ter escutado alguém dizer: "Você é capaz!", e por nunca ter escutado isso, sentia que nunca seria capaz de fazer algo
em sua vida. Se ninguém o enxergasse e dissesse o valor de seus pensamentos, ele terminaria em um ponto de ônibus, vendendo balas, com o suor lhe escorrendo pela face, como se seus pensamentos nada valessem.
Fui tomada por uma inquietação, me lembrei do tempo em que me sentia invisível, e era levada a pensar que as pessoas eram vazias. E eram. Então, como se de repente surgisse um raio de sol no meio de uma tarde chuvosa, esse pensamento surgiu: "Mas você não precisou que te
enxergassem, aos olhos daquela gente você era só uma menina com sentimentos (sentimentos são uma doença aos olhos daquela gente), você era somente uma menina que da vida nada entendia, que não entendia que as pessoas traem sim, a confiança daquelas que as amam, você era só uma menina invisível. E veja, você não precisou que te enxergassem, você precisou se enxergar, e perceber que nada importa se te enxergam ou não, o que importa é como você se enxerga!"
-E eles podem fazer o mesmo - a voz disse para mim (A voz que sempre fala quando me vejo com a solução de algo).
Portanto, ainda que as pessoas desviassem
o olhar daquele homem, ainda que ele fosse invisível para elas, ainda que as gotas de sentimento escorressem pela face sem chamar atenção, aquele homem era visível, bastava que isso lhe ocorresse em uma manhã, e ele poderia fazer um desenho para lembrar desse dia. Assim como todos os outros citados.
E ainda que eu fosse invisível aos olhos daquela gente, só por acreditar no ser humano, e no amor verdadeiro, eu era visível, e eu fiz um desenho quando isso me ocorreu em uma bela manhã, pois queria me lembrar desse dia.
O que fica evidente é que não importa se você é invisível aos olhos dos outros
por sua classe social, o que sente, o que pensa, o que diz, por sua aparência, por sua religião e etc, não se importe, diga para si mesmo: "Eu não preciso que me vejam, eu só preciso enxergar o brilho que há em mim", e saiba que ao aceitar isso, esse brilho emanará sobre os olhos de todos aqueles que antes não te enxergavam, tornando o que antes era opaco, brilhante!

PS: O texto foi escrito baseado em duas cenas, a do ponto do ônibus (o homem que vende balas), e uma conversa que tive com três amigos hoje a tarde, sobre as pessoas muitas vezes valerem muito, e não saberem disso. Acabei interligando os dois assuntos enquanto estava pensando dentro do busão, e achei conveniente postar.
PS²: A imagem do texto, é o desenho que eu fiz na manhã em que decidi que seria visível, e que tudo mudaria. Foi uma época em que me decepcionei muito com algumas pessoas que eu amava (na verdade uma pessoa) e fiquei me sentindo invisível, porque parecia que ninguém enxergava meus sentimentos.
PS³: A GabiHerpes (leitora do blog), reclamou que o blog anda meio triste e depressivo, só queria pedir desculpa por ter postado mais uma vez algo triste (mas que no fundo é feliz porque mostra que todos temos valor, independente do que aquela gente pensa). PS4: "aquela gente" é como eu me refiro às pessoas que muitas vezes nos põem para baixo, ou fingem que não nos enxergam. É a parte da sociedade que aos meus olhos não vale nada, por não ter sentimentos. PS5: Enxergue-se, brilhe, e SEJA FELIZ!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O amor anda tão moderno

Estou lendo um livro muito bom (Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco), que fala sobre o amor de uma forma tão encantadora e delicada, como se o amor fosse genuinamente eterno. Conta a história de um daqueles amores que passam pela vida da pessoa de forma fulminante, avassaladora, como um tornado (E não vou contar detalhes, vocês que leiam o livro :P).
Fiquei tão encantada que me senti uma mulher Romântica do séc XIX, sabe?
E fiquei comparando as épocas e os amores (séc XIX e séc XXI), isso mexeu muito comigo, fiquei me perguntando: ONDE ESTÁ O AMOR?
Poxa, é cada vez mais comum encontrarmos pessoas falando "Homem é igual biscoito, perde um e vem dezoito" ou "Vou pegar geral". As pessoas são meros objetos?
A sociedade está cada vez pior, as pessoas são preparadas para lidar com números, com máquinas, e até mesmo com pacientes em hospitais, mas raramente se dão conta de que lidam com pessoas inclusive nos hospitais (digo isso por expêriencia própria, outro dia uma enfermeira brigou com o meu pai só porque ele falou que eu ia desmaiar, e que ela precisava fazer alguma coisa), e o pior é que elas levam isso para suas vidas pessoais, acabam tendo relacionamentos sem amor algum.
Um breve exemplo, os funkeiros vêem as "minas" como depósitos de espermas, e se você é funkeiro não me venha com esse papinho de "eu respeito sim as mulheres", pois não é isso que as músicas de seu celular dizem.
Sabe que a visão do significado de amor está tão deturpada, que até a mídia reproduz isso... Outro dia vi uma manchete que dizia:
"Homem mata sua ex por amor"
HAHAHA, isso é amor? Faça-me o favor... Esse amor moderno me espanta, antigamente as pessoas morriam por amor à pessoa amada, hoje em dia matam por amor a pessoa amada.
Enfim, o amor é raridade.

PS: Se encontrar amor verdadeiro em promoção no mercado, compre 7kg para mim, brinks.
PS²: Estou começando a ter receio de escrever, sinto que tenho escrito muita besteira.
PS³: Bom final de semana *-* (aaaah, os finais de semana!)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fragmentos de mim


Ela, Mariana, sonhadora, morando com o pai, visitando a mãe de vez em quando. Ouvindo músicas, ouvindo nada.
Sozinha. Calada.
Sozinha. Sem sono.
Acompanhada. Sem paciência.
Ela, Mariana, e suas palavras guardadas nas esferográficas, palavras em tinta, que ainda não foram escritas.
Mas ela tem quem segure suas mãos!
Os livros seguram suas mãos.
Sozinha no corredor da escola, um livro segura sua mão.
Sozinha na estação de metrô, um livro segura sua mão.
Ela, Mariana, de passos perdidos, de sorrisos mentirosos, de sorrisos muito felizes, porém muitas vezes mentirosos, o sorriso que acompanha o olhar fugitivo, o olhar sincero, que foge do encontro com o olhar dos outros.
Ela, Mariana, a menina estranha.
Ela, Mariana.