quarta-feira, 31 de março de 2010

It's alright, I never thought that I could feel this something
Rising, rising in my veins
Looks like it's happened again.

Era aquela maldita música, tocava de forma violenta, sem nenhuma piedade de mim, a ouvinte.
No primeiro momento o espanto, no segundo o encanto, e no terceiro, a tristeza, tudo isso em fração de segundos. Estranho como uma música podia fazer tantas coisas comigo. E essa, em especial, me matava.
Parecia acontecer de novo, toda a história, todos os erros, detalhes que eu sabia que seriam perigosos, e eu me lamentei, me lamentei por ter acordado naquele dia e descoberto essa música... Porque aquela música tão linda, depois de alguns meses se tornaria a trilha sonora dos meus pesadelos.
Fiquei pensando nas lembranças, em todas elas... Pensei que por mais que tentasse fugir de certas lembranças, eu as era em carne e osso. Eu sou todos os dias da minha vida, cada segundo, cada batimento do meu coração, e isso está em mim, na forma como falo, nos meus gestos, e até nas minhas sardas, que nada mais representam do que os dias mais ensolarados da minha infância.
Eu pego as lembranças, e guardo todas elas em uma caixinha, escondo, e sigo em frente, até tocar de novo, outra música, que me lembre quem eu sou, e o que já vivi, e talvez isso seja bom, apesar de serem detalhes perigosos, são detalhes de quem eu sou.

I was just talking with myself.

PS: "I see you, you see me" (The Magic Numbers), é realmente uma música impiedosa para/com a minha pessoa (e, é a música citada no post).
PS²: Quem nunca teve uma música que ao ser tocada, é capaz de gerar sensações incríveis (não só de tristeza, e de morte UHASUDH)?

terça-feira, 30 de março de 2010

Voooltei Brasil!

Ok, Ok, estou sem postar faz um século, mas hoje resolvi postar, para dizer que não desisti do blog, e que vou tentar postar sempre.
Ah, também decidi mudar muita coisa por aqui, não vou mais escrever essas baboseiras de antes e agora eu não escrevo só de laranja UAHSUDH
Durante esse tempo que fiquei sem postar, muita coisa aconteceu, eu mudei pra caramba, muita coisa mudou, e os nardoni foram presos etc etc UAHS
E enquanto não postava aqui, escrevia em qualquer pedaço de papel as coisas que eu pensava, foi pensando nisso que criei o
"I Was Just Talking With Myself", vou explicar o que é isso... O just talking with myself, é um caderno onde escrevo tudo o que penso, coisas que aconteceram, que eu espero que aconteçam, enfim, os delírios do patinho, e eu decidi compartilhar algumas coisas que escrevo nele com vocês ;)
Enfim, é só isso, e o meu muito obrigado, a todos aqueles que insistiram para que eu voltasse a postar.


Bjs Bjs

domingo, 26 de julho de 2009



Sobre medo.


Existem coisas que nunca entenderemos. O ser humano com certeza está no topo da lista dessas coisas. Desenvolvemos traços de personalidade que se eternizam em nós, sem ao menos sabermos porque. Medos, sentimentos, síndromes, manias e etc. Difícil saber de onde isso surge, um medo muda tudo. Há quem prefira ver um leopardo, a ver uma borboleta. Bom, cada um tem o seu medo, não vou mexer no medo dos outros. O medo é saudável dependendo da situação, pelo fato de poder superá-lo.


Medo de morrer.
Medo de perder alguém.
Medo do monstro que fica embaixo da cama.
Medo do fofão.
Ou ate mesmo da professora de matemática.

Cada um com o seu medo, tudo bem, já entendemos isso. Mas ate onde um medo pode te levar? Passar a vida inteira se privando de algo por ter medo, é como descobrir que às vezes vem um bichinho na manga, e então resolver nunca mais comer manga, mesmo sabendo que existem milhares e milhares de mangas deliciosas te esperando. O medo mora junto com a possibilidade, e é essa a graça da vida: as possibilidades. Talvez você morra amanhã, ou daqui a 30 anos. É imprevisível o dia em que você perderá as pessoas que você ama, portanto: o medo só te influencia a aproveitar cada segundo ao lado delas. O monstro que fica embaixo da cama não existe. Ta, do fofão eu não vou falar nada, porque eu tenho medo dele. E a professora de matemática, ah, um beijo pra Leila. Enfim, supere seus medos e siga em frente.
E ai, qual e o seu medo? :D




quarta-feira, 3 de junho de 2009

Há quanto tempo!

Se tem uma coisa que eu acho extremamente engraçada, é o tal do reencontro. É que a gente tá sempre indo e vindo, é muita pressa, muita gente, muitos números de telefone, e com a distância e tudo mais, tudo vai se perdendo com o tempo (óbvio). Mas a questão não é essa, a questão é que esse pensamento me lembrou uma reportagem que li no mês passado na sala de espera da dentista, o começo da reportagem era bem fraquinho, mas depois tocava num assunto interessante: Imagine a sensação de reencontrar alguém que fez parte da sua vida há 20 anos atrás, papo vai, papo vem, você diz: naquela época eu era apaixonado(a) por você, e o pior é a resposta: eu também era. Puts, ás vezes pensamos tanto em falar certas coisas e acabamos não falando, que a vida acaba se tornando apenas uma coleção de 'nãos' e todos os verbos ficam no passado: as palavras que não disse, o abraço que não dei, o segredo que não contei, e por aí vai...
Mas por outro lado, também não é uma boa escolha sair falando tudo aquilo que a mente produz (isso renderia várias encrencas)
. Uma coisa é certa: sempre deixaremos algo por falar, assim como nunca saberemos certas coisas. Mas arrisque-se agora, ou daqui há 20 anos, pode acabar ouvindo um simples: eu também...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Enfim...

Tá, pra começar, eu não sou a melhor pessoa pra ter um blog, por um simples motivo: preguiça. Eu tô o tempo inteiro com preguiça, e também falta o tal do assunto, não quero escrever sobre minha vida (até porque é sempre tudo igual). Mãããs as vezes acontecem uns fatos um tanto quanto estranhos, hoje eu prestei atenção em coisas que eu nunca tinha observado antes, é a vida é mesmo muito estranha. Eu tava falando com meu professor de filosofia sobre blogs, e me lembrei que eu tenho um :B [...] enfim eu resolvi postar, a questão é que eu queria postar faz tempo, mas eu não postei, porque o 1° post exige algo interessante (não esperem que tenha algo de interessante). O 1° post vai ser só isso mesmo, pra eu não ter que sentir a responsabilidade do 1° post, no próximo post.

ps: A questão da vida ser estranha, só veio porque eu tive aula de filosofia, isso sempre me deixa meio lunática.